Escola virtual pública têm 550 alunos
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quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Edinelson Alves Correspondente em Miami 
Arquivo FolhaMuitos admitem que o avanço do ensino tecnológico é uma questão de tempoComeçou a funcionar em Hudson (Massachusetts), a primeira escola pública virtual dos Estados Unidos. É a escola virtual secundarista que já conta com 550 alunos de várias partes do país. A inovadora experiência é uma grande opção para os internautas que não querem mais saber de livros, cadernos e outros papéis. Os alunos falam com professor ou com outros estudantes através de BBS e e-mail. Os textos são enviados e copiados, e a assiduidade é medida pelo acesso dos alunos.
O currículo também é bastante diferente, tanto que é a maior parte das disciplinas não estão disponíveis nem sequer nas melhores escolas secundárias. América Nativa, astronomia estelar e baseada no espaço, apreciação musical e composição, laboratório global, estudos russos, soviéticos e pós-soviéticos, são algumas das opções. O projeto está sendo bancado pelo governo federal com verbas de US$ 7,4 milhões para cinco anos e a execução está sendo feita pelo superintendente das escolas de Hudson, Sheldon Berman, pela Corcord Consorce (firma de pesquisa sem fins lucrativos ) e pela Lotus Development Corp.
É o equivalente a ter 30 novos professores, e nossos alunos podem escolher cursos de todas essas pessoas. A variedade e oferta são muitos maiores, disse Berman ao jornal The Boston Globe. Outras vantagens desse projeto: a educação a distância e pesquisas na Internet vão preparar os alunos para uso diário da tecnologia; o projeto também irá proporcionar aos estudantes de distritos mais remotos a possibilidade de ingressar na escola virtual, passando a receber o ensino coma a mesma qualidade dos alunos que estão matriculados nos centros mais avançados.
É óbvio que a escola virtual secundária ainda está longe de ser unanimidade entre alunos e educadores. Uma das críticas é de que a experiência, o conhecimento e a própria convivência do aluno com o professor são fatores que não podem ser simplesmente substituídos pela tecnologia. Apesar da resistência, todos concordam que o avanço do ensino tecnológico será inevitável e o crescimento do número de escolas é apenas uma questão de tempo.
Exigência na Universidade Se as escolas secundárias estão oferecendo o ensino virtual como opção, nas universidades e faculdades dos Estados Unidos o uso do computador é quase uma exigência. A Georgia Tech, de Atlanta (Georgia), pela primeira vez está exigindo que os seus calouros cheguem na universidade com seus próprios computadores. Conforme Gordon Wishon, vice-superintendente de tecnologia informática da Georgia Tech, mais de 90% de duas classes estão conectadas e cerca de 90% dos aposentos dos alunos têm um computador para cada cama. Tudo isso para que o estudante possa acesar a Futurenet, a rede de alta velocidade da escola.
Cada calouro também é obrigado a cursar uma matéria básica sobre informação tecnológia para que ele possa dominar e aproveitar tudo aquilo que a escola oferece. Nós acreditamos que o acesso à informação na Web e em servidores da Web em todo o campus, que vão armazenar conteúdos educacionais, é fundamental para a educação dos alunos,disse Wishon.
Uma outra instituição, a Universidade da Georgia, também está investindo pesado para oferecer mais suporte tecnológico aos alunos. A escola oferece em 12 locais espalhados pelos campus serviços de computação com 500 computadores disponíveis. Além disso, a Arches (recursos acadêmicos de computação e serviços de educação superior) entrou on line e oferece aos alunos e-mail gratuito na sua própria home page. Os alunos ainda têm acesso à mais alta rede de educação do país, a Pechnet, que conecta todas as escolas estaduais.
As faculdades particulares também estão oferecendo de tudo para seus alunos. A Faculdade Agnes Scott,em Decatur (Georgia), conectou todo o campus e do próprio quarto o estudante tem acesso a essa rede da escola, além de estimular a Internet como fonte de pesquisa e usar e-mail para entrega de trabalhos. As instituições da Georgia são apenas um exemplo de como a informática está mudando o ensino nos Estados Unidos.


