A escassez das reservas mundiais de água doce constituirá, com o reaquecimento do planeta, uma das maiores preocupações ecológicas do século XXI.
A segunda Cúpula da Terra, que se realizou na última semana em Nova York, examinou a questão das reservas de água doce do planeta, que se tornou ainda mais premente do que em 1992, quando se realizou a Cúpula do Rio.
No entanto, o projeto de declaração final só menciona um ‘‘apelo urgente à
ação’’ para proteger os recursos de água doce no mundo.
Os experts são unânimes ao afirmar que é necessário tomar rapidamente medidas apropriadas para evitar o aparecimento de crises regionais de abastecimento de água durante os próximos trinta anos, como prelúdio a uma crise mundial.
Apesar de limitadas (97,5% da água do planeta é salgada), as reservas de água doce não reduziram, mas seu consumo se multiplicou por seis entre 1900 e 1995. O crescimento demográfico e a irrigação são responsáveis pelo fenômeno, agravado ademais pela poluição.
Dos 5,700 bilhões de habitantes atualmente, a população mundial superará os 6 bilhões no ano 2000. Será de 8,3 bilhões no 2025, e de 10 bilhões em 2050.
A poluição da água aumentou de maneira preocupante, matando milhões de pessoas a cada ano, sobretudo no terceiro mundo.
Metade das doenças mais frequentes no mundo é transmitida direta ou indiretamente pela água, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A cada ano, mais de cinco milhões de pessoas morrem devido a enfermidades provocadas por água contaminada.
A escassez já constitui um problema grave, posto que um habitante da Terra de cada cinco não tem acesso à água potável, e que um de cada dois não dispõe de saneamento adequado.
Um africano de cada dois não tem água potável. Em alguns casos, surgiram tensões entre países que compartilham uma mesma bacia hídrica.

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