Quanto valem as informações contidas no CPD de uma empresa? Segundo uma pesquisa do Instituto Quelle: Debis, 43% das empresas que sofrem uma grande perda do CPD não voltam a funcionar. Mais de 30% optam por uma readequação dos serviços devido às perdas dos dados. Incêndios, acidentes e roubos já foram pivô de muitos transtornos em várias empresas e instituições.
Em 1989, um ataque terrorista alemão danificou um dos computadores da Bolsa de Valores de Frankfurt, atrasando a abertura do pregão. Em 1993, um furto em uma das salas do Banco Central colocou e então presidente da instituição, Gustavo Loyola nas manchetes dos jornais. Quatro disquetes que continham informações estratégicas com projeções do BC sobre a moeda americana tinham desaparecido. Em 1995, desapareceram da Divisão de Pesquisas Agrárias do Incra cinco disquetes com dados sobre as atividades do órgão.
Uma pesquisa feita pela National Computing Center aponta que o hardware é o primeiro que equipamento que se perde em uma empresa em caso de incêndio, já que muitas vezes o calor gerado pela própria máquina aliado a instalações elétricas não adequados são os próprios culpados da catástrofe. Também são os hardware e disquetes as principais ‘vítimas’ que figuram nos boletins de roubos e furtos registrados em pequenas e médias empresas.
‘‘Pouco se fala em segurança de equipamentos. As empresas preferem investir na segurança dos dados na rede mas esquecem de proteger o CP de incêndios, enchentes, acidentes e até roubos.’’ A reclamação é do representante de uma empresa de segurança física de Londrina, Armando César Cazella.
Batizados de Sistemas de Segurança Física, estes dispositivos de proteção variam de pequenos cofres capazes de armazenar e proteger mais de 200 disquetes, além de tapes, CD-Roms e cards, até salas cofres (literalmente falando), capazes de abrigar grandes provedores com segurança e dispositivos de prevenção de incêndios.
Alguns cofres resistem até duas horas contra a ação do fogo, outros, como as salas cofres, são programadas para detectar o incêndio antes que ele comece. Estas salas cofres são na verdade caixas construídas de material isolante, garantida contra umidade, incêndio, efeitos de radiação, impactos e até explosões. Têm flexibilidade na montagem, já que são construídas utilizando o sistema modular, que permite praticamente qualquer dimensão.
Quanto custa um sistema? O preço, embora varie bastante dependendo do produto, ainda é salgado. Os pequenos estojos como o Box Protetor FireCooler 1000, comercializado pela Aceco, por exemplo, custam cerca de US$ 2 mil a unidade. ‘‘Quanto custa perder todo o cadastro de clientes de uma empresa?’’, dispara Cazella. ‘‘A tecnologia utilizada nestes equipamentos detecta o fogo no CPD antes que ele aconteça, protege contra gases corrosivos que são disparados na atmosfera quando há incêndios, contra radiação e magnetismo, contra sabotagem, tensão na rede, enfim, é um leque de proteção contra uma infinidade de problemas que possam danificar e desaparecer com os dados de uma empresa’’, justifica.

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