Mesmo notebooks e computadores desktop usam parte da memória para o sistema operacional e seus dados. "Todo computador que tem sistema operacional pega parte da memória interna para poder ‘morar’", esclarece o especialista de produtos do Zoom, Paulo Guedes. Por isso, para fugir da falta de espaço, uma alternativa é ir atrás de smartphones e tablets com memória expansível, ou seja, que possuem entrada para um cartão de memória adicional. Esta é a aposta das fabricantes para que o consumidor tenha espaço suficiente para seus arquivos e aplicações.
"Os smartphones têm diversos tamanhos de armazenamento interno. A Sony procura sempre colocar um armazenamento interno que não impeça o uso completo do smartphone, além da possibilidade de expansão por meio dos cartões de memória", afirmou Joe Takata, gerente de produto da Sony Mobile no Brasil. Um dos aparelhos do portfólio da marca permite expansão com cartão de memória micro SD de até 200 GB.
Mas não são todos os modelos que possuem entrada para cartão de memória. O gerente da área de celulares da LG, Fábio Faria, explica que incluir uma slot de memória no smartphone impacta no custo do aparelho. "É uma outra entrada que para ter é preciso resolver uma série de problemas de engenharia de produto."
Guedes, do Zoom, alerta ainda que existem aparelhos dual chip que possuem entrada para cartão de memória, mas que é o mesmo utilizado para o chip adicional. São as entradas "híbridas". "Se o consumidor for usar mais um chip, não vai poder usar um cartão de memória."
Antes de optar por um modelo de celular, o consumidor deve pensar no espaço que vai precisar para guardar seus dados. Guedes lembra, porém, que mesmo que o consumidor vá utilizar o aparelho apenas para tarefas básicas, aplicativos de redes sociais hoje ocupam bastante espaço devido ao compartilhamento de fotos e vídeos, que ficam armazenados na memória do celular. Mas uma rotina de backup do aparelho também pode ajudar a liberar espaço para novos arquivos.(M.F.C.)

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