Ensino torna a informática acessível
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de dezembro de 1997
Erika Pelegrino Londrina 
Mario CesarUtilidadeCarlos Sales, em sala de aula: aluno tem que definir com que objetivo vai aprender informáticaInformática hoje já não é mais um bicho de sete cabeças. Qualquer criança mexe com desenvoltura em um computador. Mas a diversidade de programas e a rapidez com que surgem novidades nesta área faz do ensino de informática um ótimo filão de mercado. Só em Londrina a estimativa é de que existam mais de 100 escolas de informática.
Para atender os usuários, as escolas buscam oferecer um ensino diferenciado e tentam acompanhar as novidades de mercado. Algumas atraem alunos anunciando que o profissional do futuro depende do aprendizado de informática.
Na opinião da coordenadora do departamento de Processamento de Dados da Unopar, em Londrina, Eloá Jane Fernandes Mateus, há 15 anos na área, muitos adolescentes de classe média baixa, principalmente, matriculam-se em um curso de informática acreditando que terão emprego garantido.
Mario CesarEloá Mateus: Alguns
têm a ilusão de que
vão garantir
um emprego
Não é bem assim. As escolas são boas para dar noção básica de informática, diz Eloá Mateus. Mas o aluno que faz um curso básico não será absorvido pelo mercado, conclui. Ela explica que para quem pretende utilizar a informática como ferramenta de trabalho, os cursos rápidos são satisfatórios.
Eloá Mateus faz ainda uma outra consideração. A informática está cada vez mais simples. Não é como há 15 anos que os poucos que entendiam do assunto eram tidos como deuses, afirma. Hoje qualquer criança sabe mexer em um computador. Sob este prisma, segundo Eloá Mateus, os cursos das escolas de informáticas são bons. Com exceção daqueles ministrados por pessoas que, só porque sabem um pouco de computação, resolvem abrir uma porta para ensinar informática, afirma.
Já o professor da People Informática, Luciano Rudnik, há oito anos na área, faz outra avaliação. Segundo ele, o mercado não é mais como quando começaram a surgir os primeiros cursos. Os primeiros alunos a se formarem em informática em Londrina foram imediatamente contratados, afirma. Hoje o mercado já não absorve todo mundo, mas é certo que quem sabe informática tem mais chances de conseguir um emprego.
Luciano Rudnik diz ainda que há alguns anos atrás quem sabia informática estava muito a frente no mercado de trabalho. Quem sabe informática hoje, apenas não está defasado, diz.
Segundo Luciano Rudnik, a People, por exemplo, aposta em aulas totalmente práticas, com pouco alunos. Hoje o ensino tem que ser 100% prático, porque a teoria muda muito rapidamente, afirma. As escolas têm que treinar o aluno para ele ser capaz de mexer com o computador e buscar as informações sozinho.
Professor dinâmico, salas com poucos alunos, turmas com o mesmo interesse de aprendizagem, são alguns dos itens que devem ser levados em consideração para se conseguir bons resultados no ensino de informática, segundo Luciano Rudnik. Ele explica que o professor deve visualizar todos os computadores simultaneamente e acompanhar todo o processo de aprendizagem do aluno. Um passo diferente que o aluno dê pode ser a diferença entre aprender e não aprender, diz.
Segundo ele, se o aluno clica algo diferente e surge na tela informações desconhecidas para ele, o professor tem que estar capacitado para explicar ao aluno o que aconteceu. Na People, assim como em outras escolas, o professor dá a aula no computador, sem utilizar quadro negro. O conteúdo é transmitido ao aluno por uma televisão.
As turmas são formadas de acordo com o interesse dos alunos. Um médico vai querer aprender coisas diferentes de um adolescente por exemplo, diz. A idade dos alunos também é levada em conta. Temos módulos diferentes: School para adolescente e Seniors para os mais velhos, explica.
A duração do curso também depende do objetivo da pessoa em aprender informática. Para quem precisa de resultados imediatos podemos dar o curso em até um mês. Neste caso o aluno faria aulas mais vezes por semana e mais horas por dia, diz.
Para acompanhar as novidades de mercado, a escola oferece cursos de todos os programas existentes. Em alguns casos, quando não temos professor capacitado para determinado programa, buscamos em São Paulo, afirma Luciano. Foi o que aconteceu quando alguns alunos manifesteram interesse no Project, que é um programa complicado, diz.
Serviço:
Londrina
People Informática - Av. Rio de Janeiro, 713 - fone (043) 334 1040
SOS Computadores - R. Sergipe, 805, andar 1 - fone (043) 324 5440
Microlins Informática - R. Sergipe, 1040 - fone (043) 323 0867
Maringá:
Data Control - R. Joubert de Carvalho, 268 - fone (044) 226-2821
Microcamp - Pr. Manoel Ribas, 140 - fone (044) 262-3432
Sérgio Yamada Computação - Av. 15 de Novembro, 480-A - fone (044) 226-6699
Citrus Design Informática - Av. 15 de Novembro, 343 - fone (044) 226-1087
Curitiba:
Cepedê Informática - Av. Silva jardim, 2317 - fone (041) 253-5370
Probec Informática - R. Marechal Floriano, 523 - fone (041) 322-4947
Opet Informática - Pr. Tiradentes, 236 - fone (041) 233-6393


