O sistema de escolas virtuais nem bem começou e já vem gerando algumas críticas. Segundo alguns professores de línguas estrangeiras ouvidos pela Folha , o sistema de ensino a distância nunca apresentou resultados tão positivos quanto o método tradicional. Para eles, nada substitui a atenção personalizada que o professor, presente em sala, pode dar, tirando dúvidas e corrigindo falhas, principalmente quando a questão é pronúncia. Para eles, a Internet pode servir como instrumento de apoio e complementação, onde os alunos aplicariam os novos conhecimentos.
Mas para Carlos Alberto Ligori, diretor da Virtual School, embora sua escola tenha pouco tempo na Rede, já vem recebendo críticas e elogios. ‘‘Os elogios vêm, geralmente, de quem domina o inglês e que acredita que nosso método pode dar ótimos resultados. E as críticas sempre são úteis, a gente sempre pode melhorar com elas’’, afirma.
Mas antes de levar alguma delas em consideração, Ligori diz é preciso observar de onde está vindo e quem está fazendo a crítica. ‘‘Grande parte dos críticos são professores de inglês que tem medo de perder o mercado. Aí atiram para todos os lados, questionando tudo’’, lamenta.
Como os métodos e as tecnologias são novas, só o tempo pode dizer se as escolas virtuais vão dar certo ou não. (Telma Elorza)

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