Arquivo FolhaGilberto Gil: integração com a paisagem culturalGilberto Gil é o único artista brasileiro de sua estatura que tem um projeto definido na Internet. Em sua terceira versão, o ‘‘abacateiro’’ de Gil evoluiu de uma página de divulgação correta para um reflexo de sua obra e personalidade. Os destaques do site são os tributos e encontros, como a homenagem a Pierre Verger e a conversa com o geógrafo Milton Santos. É aí que a página cumpre um papel de aglutinadora de idéias e de estação da cultura
brasileira - e baiana, e negra - na rede.
Gil sempre teve uma queda pela tecnologia como tema. De ‘‘Parabolicamarᒒ (92) todo mundo se lembra, mas Hermano Vianna, em texto no próprio site
(www.gilbertogil.com.br/humus/hu_her.htm), menciona ainda ‘‘Cérebro
Eletrônico’’ , canção de 69, e ‘‘Do Japão’’.
Em ambas há um sentido de humanização e de integração da tecnologia na nossa paisagem cultural e uma maneira leve, às vezes até ingênua, de estabelecer ligações entre primitivo e moderno. Numa certa medida, ‘‘Quanta’’ faz um trabalho semelhante de aproximação com a ciência. A página de mensagens dos leitores mostra que existe um público sedento por sites como o de Gil.

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