Representantes de 11 países estão reunidos até amanhã, em Curitiba, para aperfeiçoar normas de padronização de softwares. Eles participam da Reunião Internacional do WG6-Evaluation and Metrics, um grupo internacional que atua na normatização de programas. O encontro acontece pelo menos duas vezes ao ano, quando os membros do comitê fazem um balanço de todos os avanços na área de softwares.
A padronização internacional de softwares é considerada um regulador de mercado, que gera melhoria na qualidade dos produtos. O Brasil está entre os países que estimulam a normatização. O País é o único da América Latina que tem direito a voto nas reuniões internacionais sobre engenharia de software.
Hoje, a meta estipulada pelo programa de incentivo à exportação de softwares, Softex 2000, é conseguir 1% do mercado mundial de softwares para as empresas do Brasil. ‘‘As exportações brasileiras ainda são insignificantes nesta área. Ainda temos traço na pesquisa’’, afirma o presidente da Comissão de Estudos de Qualidade de Software, Danilo Scalet.
A qualidade e padronização de softwares são medidas através de seis itens básicos, que são a funcionabilidade, usabilidade, eficiência, manutenção, portabilidade e confiança. Estas características estão registradas na Norma 9126, um documento que foi publicado em 1991. O Brasil adotou as regras neste ano. ‘‘As empresas que compram e vendem softwares são instruídas a exigir softwares com um padrão de qualidade’’, afirmou Scalet.
Um dos participantes do encontro, Motoei Azuma, que é professor do Departamento Industrial e de Sistemas de Engenharia da Universidade de Waseda, no Japão, disse que os conceitos mais polêmicos na área de programas são debatidos e depois encaminhados para aprovação do comitê. É necessário que pelo menos 75% dos países aprovem as alterações. Entre os 17 países que compõem o WG-6, estão na reunião de Curitiba delegados da Alemanha, Austrália, Canadá, Coréia, Dinamarca, Estados Unidos, Itália, Japão, República Tcheca e Reino Unido.
Azuma diz que no Japão a padronização de softwares eliminou problemas nas áreas de telefonia, entre outras áreas. ‘‘Há 17 anos, a empresa japonesa de telefonia usou um programas sem a padronização exigida e isso causou problemas em todo o sistema’’, conta o professor.
Segundo Azuma, o Japão movimenta cerca de US$ 10 bilhões em importação e exportação de softwares. O país importa aplicações e sistemas operacionais, enquanto exporta jogos. As empresas japonesas priorizam os negócios com quem trabalhe dentro das regras exigidas.

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