Empresas desistem de manter sites por terem prejuízo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 1997
Seth Schiesel N.Y. Times News Service 
Nos últimos anos, empresas de mídia que fizeram nome no ar e nos impressos correram para a Web. Mas agora algumas delas estão voltando atrás. No último mês, dois sites da Web, considerados os mais populares em seus modelos, paralisaram suas atividades: Out.com (http://www.out.com), mantido pela revista Out, e Politics Now (http://www.politicsnow.com), uma colaboração da ABC News, National Journal e Washington Post.
Out, a principal revista para gays e lésbicas dos Estados Unidos, saiu porque estava perdendo dinheiro.
O grande rearranjo da Web tem acontecido à medida que a publicidade na Internet não consegue crescer o suficiente para garantir todas as publicações na Rede.
Algumas empresas da grande mídia estão perdendo milhões de dólares por ano na aposta de que a Web será muito utilizada como meio de massa e que os sobreviventes poderão, algum dia, conseguir o sucesso.
Por exemplo, os analistas estimam que a Time Warner possa estar perdendo até US$ 10 milhões por ano em seu ambicioso Pathfinder (http://www.pathfinder.com), que se tornou on-line em 1994 e um dos primeiros sites da grande mídia.
De qualquer forma, a empresa não mostra nenhum sinal em abandonar seus planos para a Internet. Pathfinder é o caso exemplar de uma empresa de mídia diversificada perdendo dinheiro na Web, disse Adam Schoenfeld, um analista da Jupiter Communications, uma empresa de pesquisa on-line. Até a MSNBC.com (http://www.msnbc.com), o site da Web operado em conjunto pela NBC News e pela Microsoft, não se espera que seja lucrativa antes de pelo menos cinco anos.
Até recentemente, os feridos eram os que tinham tido começos independentes, com pouco dinheiro. American Cybercast (http://www.amcy.com), criador de novelas virtuais, deu entrada no capítulo 11 da lei americana de proteção à falência em janeiro, apesar de ainda estar no ar.


