Na semana passada Schreurs e dois executivos da Compaq americana iniciaram uma discussão com Ivan Moura Campos, Secretário de Política de Informática e Automação, do Ministério da Ciência e Tecnologia, para a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento de máquinas e programas, em sua fábrica. ‘‘Há boa disposição da matriz para o projeto’’, conta Schreurs. Seria o primeiro de centro de pesquisa fora dos Estados Unidos e a Compaq usaria 5% do faturamento anual, que devem ser investidos pelas empresas de informática estabelecidas no Brasil em pesquisa - de acordo com a lei. Isso, em valores de 1996, significaria uma soma de US$ 16 milhões.
A tecnologia básica continuará a ser desenvolvida pela
Compaq nos Estados Unidos, em parceria com outras empresas, como a Intel no caso dos micro-processadores. Mas Schreurs vê muitas outras possibilidades de pesquisa a serem feitas no Brasil, sob coordenação de engenheiros sediados em Houston. Como exemplo disso, o presidente da Compaq cita o sistema de telefonia, usado pelos computadores, que foi desenvolvido por técnicos na matriz. ‘‘Esses engenheiros poderiam estar trabalhando lá ou aqui’’, disse. Outra opção de pesquisa para o País seria o desenvolvimento de programas.

mockup