Empresa muda sistema de votação
A Procomp vive seu melhor momento. Um dos líderes no segmento de automação bancária, a empresa ampliou no ano passado sua atuação em automação comercial e sistemas corporativos. Isto representou um lucro além do esperado em 97: US$ 294 milhões (crescimento de 27%). Para este ano, a expectativa é alta: US$ 380 milhões.
O otimismo não parece exagerado. Nos últimos seis meses a Procomp ganhou importantes licitações, como a da produção das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições deste ano. Com fábrica em Manaus, a empresa deve aprontar 90 mil novas urnas, além de realizar um upgrade nas 78 mil utilizadas no último pleito, feitas pela Unisys.
As diferenças entre elas são muito poucas. O teclado de membrana foi substituído por um de teclas, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, e o tamanho foi um pouco reduzido. A impressora de impacto (que imprimia cada voto internamente para o caso de uma recontagem) foi substituída por uma impressora térmica, mais silenciosa. O disquete com os votos dará lugar a cartões de memória Flash de 15 MB. O chip utilizado é da Cyrix.
O TSE ganhará o reforço de mais de 2 mil técnicos designados pela Procomp, que terão o papel de treinar os mesários que atuarão nos dias de eleição, além de cuidar do transporte e instalação das urnas.





