Empreendedores apresentam ideias inovadoras em evento
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
Ter uma ideia genial e não ter um feedback sobre ela pode ser um risco muito grande para quem está pensando em lançar um projeto de tecnologia. Para isso existem os pitches, eventos em que empreendedores podem apresentar suas ideias e receber opiniões e recomendações de pessoas experientes na área para que o projeto seja levado adiante com bases mais sólidas.
Ontem, na ECO.TI, evento de Tecnologia da Informação e Comunicação que segue até hoje em Londrina, várias ideias interessantes surgiram, e muitas delas já com um bom nível de maturidade, dizem os juízes. Rosmar Luz, coordenador do Bureau de Teste e Qualidade de Software do Senai Londrina, e Pedro Casagrande, empresário, foram os juízes que avaliaram as propostas.
"O pitch é quando se coloca uma ideia à prova. O objetivo não é vender a ideia, é ver se o produto é consistente", explica Casagrande. Participaram do pitch da ECO.TI oito pessoas com soluções para os mais variados setores saúde, setor público, esporte, agricultura, etc -, mostrando que a tecnologia é um tema transversal, comenta Luz, do Senai.
Uma das ideias apresentadas foi o aplicativo inSoccer, de relacionamento entre pessoas interessadas em formar times para partidas de futebol. "Hoje em dia as pessoas marcam as partidas muito pelo WhatsApp", observa Renan Akaishi, fundador do inSoccer. Outro dos motivadores para o desenvolvimento do app, segundo ele, foi a dificuldade de encontrar goleiros para os times. Quando o usuário se cadastra no aplicativo, ele deve informar a posição que joga, então para quem procura goleiros em Londrina, fica mais fácil encontrar, explica o fundador. "Tem muito goleiro por aí." Criar grupos, organizar jogos e campeonatos são outras funcionalidades da rede social, que será lançada em dezembro.
Fabiano Teodoro, junto a mais três pessoas, estão trabalhando em uma plataforma que visa facilitar o acesso de pacientes ao seu histórico de saúde. "O paciente muitas vezes não guarda seus exames ou guarda mas acumula papel e fica difícil levar tudo ao médico. A proposta é ter uma plataforma web e mobile para que o paciente consiga organizar o seu histórico de saúde digital e que ele possa acessar de onde estiver."
Chamado de Rais (Rede Ativa de Informação em Saúde), a plataforma estará disponível aos usuários a partir de hoje. Lá, por enquanto, os interessados podem cadastrar informações básicas de sua saúde como pressão, glicemia, tipo sanguíneo, altura e peso. Os próximos passos do empreendimento são conectar a solução a institutos, laboratórios e médicos para que seja formado um ecossistema de saúde. O desafio, segundo Teodoro, será trabalhar em um padrão para os exames. "Cada laboratório usa um padrão diferente."
Segundo o coordenador do Senai, o nível de maturidade dos empreendedores de Londrina está melhorando. "A gente vê que o nível dos empreendimentos estão cada vez melhores. Os empreendedores estão entendendo melhor as necessidades das pessoas e organizações e são criativos em trazer soluções para os problemas." Para estes, o próximo passo agora é acolher as sugestões dos juízes do pitch, desenvolver o produto e colocá-lo no mercado.


