Em busca de uma narrativa perfeita
Ainda existem jogadores de videogame que prezam por um bom enredo nos jogos, algo que de fato prenda a atenção. Recontar fatos da passado é o que a franquia Mafia sempre fez muito bem. Se os gamers criticaram que faltou capricho nos gráficos, da história e envolvimento com o jogo eles não têm do que reclamar.
O cinegrafista Eleandro Ricardo de Morais conheceu a franquia no Mafia II, jogando pelo PS3. Ele, que joga videogame desde o "Nintendinho", diz que a trama do Mafia III, agora no PS4, é o que o prende em muitas horas de jogo. "No jogo anterior também havia fatos históricos verdadeiros do início da década de 1960. Agora neste atual o racismo ficou nitidamente exposto em 1968. Isso prende demais a atenção do jogador".
A crítica do gamer, claro, ficou em cima dos gráficos apresentados. "Não atrapalha o andamento do jogo, que passou nitidamente por um downgrade comparado aos trailers apresentados antes do lançamento. A inteligência artificial também é fraca e há muitos bugs por todo o mapa. Os gráficos lembram os de consoles da geração passada. Mesmo assim, gosto demais de games de exploração e pela história trabalhada e cutscenes bem bacanas, dou nota 8."
O estudante João Pedro Modenuti é outro jogador que se envolveu demais com a história de Mafia III. Por gostar de games que tratam sobre o tema, ele foi até o final de jogo, fechando com cerca de 25 horas de gameplay. "A história e ambientação são muito boas. Tudo que acontece com Lincoln é contado em formato de documentário, além da trilha sonora excelente e os personagens envolventes."
João Pedro, entretanto, também ficou frustrado com os bugs frequentes e gráficos pouco caprichados. "São muitos defeitos e uma iluminação estranha. Fica a impressão que faltou tempo para a produtora finalizar o game. As missões também são repetitivas e parece que você está num looping eterno pela cidade. De qualquer forma, a história bacana me segurou até o fim. Por isso, dou nota 6,5". (V.L.)





