Ao anunciarem novos lançamentos de televisores, as fabricantes usam diferentes nomes para designar a tecnologia utilizada na tela. Nomes muitas vezes ainda desconhecidos da maioria da população. Oled, SUHD e Ambilight são alguns exemplos. Mas todas as tecnologias a que estes nomes se referem têm um mesmo fim: melhorar, cada uma à sua maneira, a experiência do consumidor com imagens mais nítidas e com fidelidade de cores.
Hoje, 90% dos televisores usam a tecnologia LCD LED, diz Marcelo Zuffo, professor do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Entretanto, outras tecnologias de tela já começaram a surgir.
Zuffo realizou durante 60 dias uma pesquisa com três tipos de tela: uma LCD LED, uma OLED e outra LCD com pontos quânticos. Todas elas tinham definição 4K (quatro vezes mais que a Full HD). A OLED e a LCD com pontos quânticos são dois tipos de tecnologia de tela que começam a ter presença garantida nos lançamentos de novas TVs das maiores fabricantes do mundo.
Uma delas é a Samsung. Um de seus últimos lançamentos foi uma TV SUHD (o UHD vem de Ultra High Definition ou 4K), que usa a tecnologia de nanocristais. O resultado, segundo a fabricante, são imagens com até 64 vezes mais cores que uma TV LED tradicional. De acordo com João Paulo Rezende, gerente de produto da categoria TV da Samsung, os nanocristais são cristais semicondutores de escala nanométrica que emitem diferentes cores quando são iluminados. "Cada cristal é 1/100.000 o diâmetro de um fio de cabelo humano. Esses nanocristais substituem o filtro de cores que são utilizados nas TVs com tecnologia LED. Essa tecnologia distribui uniformemente nanopartículas de vermelho e verde e as protege, pois elas se deterioram facilmente quando expostas ao oxigênio e luz", explica.
A LG aposta em lançamentos com telas OLED (Organic Light-Emitting Diode ou diodo emissor de luz orgânico). "A TV OLED é uma das grandes inovações no segmento de telas. Através de uma tecnologia orgânica que permite que cada pixel emita luz própria e se apague totalmente em cenas escuras, a OLED atinge o contraste perfeito (infinito), ou seja, o preto é realmente preto", explica Renato Almeida, gerente de produto de TV da LG. "A TV OLED exibe uma gama extremamente ampla de cores, o que a torna ideal para conteúdos 4K." Os modelos OLED da LG custam entre R$ 9.999 e R$ 15.999.
Durante as análises realizadas em laboratório, o professor Marcelo Zuffo, da USP, observou que as imagens da TV OLED tinham "melhor resposta de contraste de cor e brilho superior" por diversos motivos. Um deles é que o material de que é feito o OLED – um polímero orgânico – permite produzir leds da espessura de fios de cabelo e telas com a resolução que se desejar. "É possível fazer telas com a resolução do seu olho e OLEDs de qualquer cor."
Já as telas que usam a tecnologia de ponto quântico possuem películas com nanocristais de materiais como o silício capazes de corrigir distorções de cor usando propriedades de mecânica quântica. O resultado, segundo Zuffo, são imagens com uma gama maior de cores.
Em relação a seis critérios estudados – contraste, cor, velocidade do pixel, ângulo de visão, brilho e eficiência energética - a TV OLED foi a que atingiu melhores resultados na maior parte delas. "O OLED é uma total quebra de paradigma." A TV com tecnologia de ponto quântico, entretanto, apresentou melhor desempenho na resposta de cores.

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