Educação para o bom uso da internet
A auxiliar administrativo Sabrina Massio Catreglione tem dois filhos: Leandro, de 10, e Bia, de 8. Por enquanto, o interesse dos dois na internet se resume a pesquisas escolares e jogos. Como ainda não têm computador, quando desejam navegar na rede, pedem para usar o notebook dos pais. "Quando eles acessam, estão sempre junto comigo e com meu marido", conta Sabrina. Enquanto os filhos ainda são pequenos, ela e seu marido restringem ao máximo o que eles podem ou não ver. No site do Netflix, os pequenos só acessam a conta criada para eles com programação adequada à sua idade.
Mas, a mãe já pensa que, em breve, a curiosidade dos pequenos com o mundo da internet irá aumentar, assim como a sua preocupação. "Acho importante o controle sobre o que as crianças acessam, porque hoje em dia não se sabe o que está do outro lado. É bom ter controle até uma certa idade pois eles ainda não sabem distinguir o que é certo e o que é errado."
O controle sobre o que os jovens acessam ficou mais difícil com o uso privado de smartphones. A empresária Sandra Anici tem duas filhas, de 16 e 13 anos: Gabriela e Giuliana. Ambas têm smartphone com internet. Apesar de a mãe ter a senha do aparelho das filhas, ela diz que não fica verificando o que as jovens acessaram ou fizeram por meio do celular. "Depois que elas cresceram um pouco, a gente sempre conversou sobre a realidade à nossa volta, os perigos e os cuidados que tem que ter na internet."
Situações de risco vividas por outras pessoas que aparecem na mídia viram motivo de conversa e orientação em casa. "Não ficamos cercando-as sobre o que viram e o que não viram, acabamos confiando, desde que não tenhamos evidência de alguma coisa. Elas sabem que têm liberdade, mas também sabem que não podem pisar na bola."
"Cada uma tem o seu celular", afirma a administradora Silvana Cavicchioli, referindo-se às filhas Marina, de 10, e Carolina, de 13. A melhor maneira de prepará-las para a vida digital, na visão da mãe, é ensiná-las a discernir o certo do errado. "Procuramos orientar, não só tolhendo. Temos um diálogo muito aberto, tudo o que aparece na mídia a gente assiste e conversamos", finaliza.(M.F.C.)





