Educação é área com maior potencial de uso da RV
Pesquisa realizada pelo Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) feito com visitantes da CES 2016 (uma das maiores feiras de eletrônicos do mundo) revelou que a maioria (36%) dos entrevistados acredita que o setor de educação será o mais beneficiado por tecnologias de realidade virtual. Em seguida, vêm engenharia (24%), saúde (16%) e comunicação (9%).
Isso é também o que pensa Rawlinson Terrabuio, cofundador e diretor de marketing da Beenoculus, startup de Curitiba fundada no ano passado que desenvolveu um óculos de realidade virtual que pode ser utilizado com conteúdo proveniente dos smartphones. O maior foco da startup, que também atua na produção de conteúdo, está na área de educação. A Beenoculus já tem uma parceria com a Universidade Estácio para o desenvolvimento de atividades educacionais utilizando a realidade virtual para cursos presenciais e à distância como medicina, direito, engenharia, física, química, etc. Para isso, a startup desenvolveu uma metodologia chamada Metodologia de Educação Imersiva em Primeira Pessoa (Meip).
A metodologia consiste, basicamente, em fazer com que o estudante vivencie uma experiência de imersão pelo olhar de outra pessoa utilizando a realidade virtual. Dessa forma, é como se o próprio estudante estivesse passando por aquela situação, em primeira pessoa. A vantagem da metodologia, segundo Terrabuio, é a redução do tempo de aprendizado, uma vez que o estudante passa a ter uma experiência próxima à prática em situações que, muitas vezes, são difíceis de serem vivenciadas pessoalmente.
Um exemplo é um julgamento, que pode ser captado sob vários pontos de vista do advogado, do réu, do júri, do juiz. "Às vezes exige deslocamento e o aluno não pode participar." Além disso, caso o aluno estivesse lá pessoalmente, dificilmente poderia ter a experiência sob vários pontos de vista diferentes. Com a realidade virtual, isso se torna possível. "Amplia-se a observação e o aluno pode ter o ponto de vista a partir de vários ângulos. É como se ele estivesse no cenário. Isso estimula a sua memória sensitiva, sensorial, e faz com que ele retenha o conhecimento com mais qualidade", explica o diretor.(M.F.C.)





