A Electronic Entertainment Expo (E3) 2016 - maior feira de jogos do mundo que acontece anualmente em Los Angeles – acirrou mais uma vez a briga pelo mercado de videogames com lançamentos que deixaram a hype dos fãs nas alturas. As principais desenvolvedoras de consoles do mundo – Nintendo, Microsoft e Sony – apresentaram suas novidades em hardware, games exclusivos e diversas tendências, além, claro, dos lançamentos de games das principais publishers que atuam no segmento. A grande pergunta que ecoa depois do evento é: qual das empresas mais agradou aos aficionados e pode abocanhar com maior eficiência este market share milionário? A reportagem da FOLHA, que acompanhou todas as conferências, expõe os pontos positivos e negativos de cada uma das apresentações por meio da ajuda de fãs e especialistas.

Microsoft
A Microsoft, responsável pelo console Xbox One, sem dúvida foi a empresa que mais apresentou novidades em relação ao futuro do seu console. A empresa anunciou para agosto a versão slim do Xbox One, que será fisicamente menor, mas com suporte HD de 2TB, e chega ao mercado por US$ 299. A empresa norte-americana aproveitou para falar sobre o Project Scorpio, a versão mais poderosa do console que chega no final de 2017, com foco na resolução 4K e realidade virtual. "Na minha opinião, apresentar o Scorpio ‘matou’ o Slim. Afinal, quem irá investir agora nele se no ano que vem sabe que chegará um videogame mais poderoso?", questiona Gabriel Modenuti, proprietário da loja especializada em games Koopa Troopa. No que diz respeito aos jogos exclusivos, sem dúvida a Microsoft agradou aos fãs com a chegada de Forza Horizon 3, Gears of War 4, ReCore e o belíssimo gameplay de Scalebound, que também chega em 2017.

Sony
A Sony, ao contrário da concorrente, não deu detalhes na E3 sobre seu novo console, o Playstation Neo, e preferiu focar nos lançamentos de jogos para PS4. Sem dúvida, não decepcionou. A empresa começou a conferência com o "pé na porta", mostrando um gameplay do novo God of War, agora com câmera de jogo mais próxima (alguém se lembrou de The Last of Us?), mostrando o anti-herói Kratos mais velho e humano, vivendo com seu filho pela mitologia nórdica. "Sem dúvida, esse é o jogo que mais deve atrair compradores no seu lançamento. Eu já tive clientes aqui na loja querendo se desfazer do Xbox One para adquirir um PS4 só por causa do novo God of War", ressalta Modenuti.
Outros games muito elogiados e aguardados são The Last Guardian, com lançamento em 25 de outubro, e o novo jogo do prestigiadíssimo produtor Hideo Kojima, chamado Death Stranding, que será estrelado pelo ator Norman Reedus, da série The Walking Dead. A Sony também aproveitou para dar uma data de lançamento para seu novo óculos de realidade virtual, o Playstation VR, que chega em 13 de outubro ao salgado preço de US$ 399. "Ainda é difícil dizer se essa tecnologia, de fato, irá pegar. Outro ponto negativo da Sony é que muitos jogos foram mostrados sem data de lançamento definida".

Nintendo
Por fim, a conferência da Nintendo – sempre mais modesta – conseguiu uma atenção gigantesca de todo o público devido a um único motivo, mas que foi capaz de desestruturar muito bem seus concorrentes: o lançamento de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Jornalistas e fãs fizeram filas de cinco horas para poder apreciar dois pequenos gameplays na E3 desta nova aventura de Link, agora num mundo aberto totalmente explorável. Aliás, o jogo foi o mais comentado da redes sociais durante a feira. "A Nintendo foi inteligente e desenvolveu este novo game de uma série já aclamada, mas agora com elementos de RPG, seguindo jogos de sucesso do momento, como The Witcher 3. Sem dúvida, a empresa soube adaptar seu produto e criou uma expectativa muito grande sobre o lançamento". O jogo chegará simultaneamente para as plataformas Wii U e NX, console futuro da empresa ainda com detalhes pouco revelados. Nesta guerra pelo mercado, o próximo ano promete ser quente.

Imagem ilustrativa da imagem E3: quem venceu a batalha dos videogames?
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