Uma semana épica. Os aficionados por games – sejam eles jogados nos consoles, PCs ou até mesmo em smartphones – ficaram de queixo caído e com os "dedos coçando" para jogar os novos lançamentos divulgados na E3 (Electronic Entertainment Expo), que acontece anualmente em Los Angeles e termina hoje. As grandes marcas dos consoles do momento – Sony (PS4), Microsoft (Xbox One) e Nintendo (Wii U) – fizeram conferências que agradaram muito aos fãs, sem contar as infinidades de jogos lançados pelas publishers de todo o mundo.
A Microsoft foi a primeira entre as três a mostrar suas novidades e levou êxtase ao palco. Ainda correndo atrás da Sony no que diz respeito à venda de consoles, a empresa norte-americana "jogou pesado" com a novidade da retrocompatibilidade entre os seus videogames, ou seja, os jogos do Xbox 360 poderão ser rodados no Xbox One, console atual, a partir de dezembro. Primeiramente, isso vale para mídias digitais e pode se estender para os discos. "Essa novidade repercutiu demais em nossa loja. Alguns dos meus clientes que estão vendendo o Xbox 360 agora querem ficar com os games para jogar no One", explica o proprietário da Koopa Troopa Games em Londrina, Gabriel Modenuti.
Outra novidade interessante – mesmo que ainda seja difícil saber se de fato vai emplacar no mercado consumidor - foi a revelação do dispositivo de realidade aumentada chamado HoloLens, que permitirá jogadores a explorar, primeiramente, o mundo do game Minecraft em uma espécie de holograma. "É uma proposta inovadora, mas é preciso analisar se a empresa vai conseguir fazer bom uso da ferramenta em outros jogos. Mas para mim, além da retrocompatibilidade, a grande febre da conferência da Microsoft foi o lançamento do game exclusivo Gears of War 4. A empresa também revelou o Ultimate Collection dos três jogos anteriores da franquia para Xbox One", relata Modenuti.
Se a Microsoft impressionou, a Sony também chegou com "o pé na porta". Além de mostrar uma belíssima sequência de ação de Uncharted 4, a empresa japonesa tirou do baú um projeto que não dava as caras desde 2009 e mostrou um gameplay de The Last Guardian, um dos jogos mais aguardados dos últimos anos e que estava no limbo, sem nenhuma perspectiva de lançamento. Fumito Ueda, diretor da produção, estava na plateia e foi muito aplaudido. Outras novidades que deixaram o público entusiasmado foi o lançamento do remake do lendário Final Fantasy VII para a nova geração de consoles, o gameplay de No Man’s Sky e mais um exclusivo, Horizon: Zero Dawn. Além disso, Street Fighter V também será um exclusivo da marca. "A Sony justificou na E3 deste ano o porquê da sua supremacia no mercado mundial desde 2013. O que mais me chamou a atenção foram os novos exclusivos, com propostas diferenciadas de jogos, que fogem do ‘mais do mesmo’ que vemos hoje em dia", avaliou Modenuti. Um detalhe importante: a partir de outubro o PS4 começa a ser produzido no Brasil.
Já a Nintendo chegou com uma conferência um pouco mais tímida e, de maneira geral, decepcionou. Na apresentação divulgada no YouTube, são seis mil "likes" contra oito mil "unlikes", ou seja, pessoas que não gostaram do que foi apresentado. O presidente da Nintendo, Satoru Iwata, chegou a pedir desculpas aos fãs pelo Twitter pela falta de novidades na E3. O principal foi a chegada de Star Fox Zero, novo jogo da famosa franquia que chega no final deste ano. Foi apresentado um longo gameplay que relembra muito os clássicos lançados num passado distante para Super Nintendo e Nintendo 64. Outros jogos interessantes que chegam ainda em 2015 são Super Mario Maker (11 de setembro) e Yoshi’s Woolly World (17 de outubro). Mas a empresa japonesa também falhou feio ao não apresentar nada sobre o novo Zelda para Wii U. "Esse jogo, na minha concepção, foi o que fez mais falta na conferência", complementa Modenuti.

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