Curitiba - A leitura nunca foi tão portátil. Um produto com 8,9 milímetros de espessura, 170 mm de altura e 124 de largura, peso de 240 gramas, com tela de seis polegadas sensível ao toque, que pode armazenar 1,5 mil títulos e facilmente carregado no bolso. Esse é o novo e-reader da Positivo Informática que desenvolveu o produto em conjunto com um parceiro de Taiwan e vai importar da China. O equipamento só não terá conexão à internet.
A novidade traz ainda um dicionário Aurélio com a nova ortografia que pode ser consultado simultaneamente à leitura, tem 2 GB de memória e bateria recarregável e de longa duração com 10 mil mudanças de páginas. Permite ainda expansão da memória com cartão Micro SD. Há quem prefira o livro tradicional, em papel, mas para os aficionados em tecnologia é uma opção um pouco mais barata que os e-books importados. Uma das vantagens é poder ''carregar'' vários livros em um único aparelho muito leve.
Essa fatia de mercado que a companhia paranaense aposta é promissora. A previsão é que as vendas mundiais de e-books superem 5 milhões de unidades neste ano e ultrapassem os 6 milhões em 2011. O produto chega ao mercado nesta terça-feira. ''Fazemos parte do grupo Positivo, que tem a educação em seu código genético. Somos líderes no segmento de computadores e também em tecnologia educacional. Por isso, nada mais natural do que lançar um leitor de livros digitais para incentivar a cultura da leitura de obras eletrônicas no País'', disse o presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg.
O preço sugerido do Positivo Alfa para o consumidor final é entre R$ 650 e R$ 750. O site de comércio eletrônico Amazon já vende o Kindle para o Brasil desde outubro de 2009. A livraria on-line brasileira Gato Sabido comercializa um produto similar importado da Inglaterra, o Cool-er. E o iPad, da Apple, apesar de ter várias outras funções, também pode ser usado para ler livros. O da Positivo é o primeiro com tela sensível ao toque. O da Kidle custa US$ 410 (cerca de R$ 720) e o do Gato Sabido sai por R$ 750.
Vale lembrar que quem tem um Kidle só pode comprar livros digitais da Amazon. O consumidor dono de um iPod, iPhone ou iPad só pode comprar músicas ou aplicativos da iTunes. O Positivo Alfa é aberto, o que permite que livros comprados em livrarias brasileiras - que já têm seções para vender produtos digitais - funcionem nele sem nenhuma restrição.
O objetivo de empresa é fabricar o produto no Brasil a partir de 2011, mas isso só deve acontecer se as vendas atingirem 10 mil unidades por mês. Hoje, a empresa atua apenas na fabricação de computadores, mas planeja fabricar tablets, tevês e celulares. Atualmente tem fábricas em Curitiba, Manaus (AM) e Ilhéus (BA).

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