E-mail contaminado vence antivírus
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de dezembro de 2000
Da Redação 
A GFI, desenvolvedora de soluções antivírus para gateways (portas de entrada nas redes), emitiu um relatório alertando que o uso de vacinas isoladamente não é o bastante para manter as empresas longe dos invasores virtuais, sejam vírus ou hackers mal-intencionados.
Os fabricantes de antivírus não têm como atualizar seus produtos a tempo ou seja, em questão de horas contra as pragas fatais que estão sendo distribuídas em todo o mundo via e-mail, como o Loveletter e suas variantes. Isso significa que as empresas que utilizam apenas um sistema de varredura de invasores não estão protegidas quando um novo vírus é detectado, diz o estudo.
O documento da GFI explica que as ferramentas antivírus não são pró-ativas, permitindo, dessa forma, que os e-mails cheguem ao seu destino. Só a partir daí é que esses programas tentarão desabilitar a praga e poderá ser tarde demais: uma vez que o vírus entra no sistema, basta apenas um clique e às vezes nem isso para ativá-lo, informa a análise.
O estudo descreve os principais tipos de ataques via e-mail, incluindo os Cavalos de Tróia e vírus HTML, e demonstra como o uso de softwares antivírus isoladamente não é totalmente eficaz na prevenção de todos esses ataques.
Entre as dicas apontadas pela companhia para proteger o sistema está a checagem de conteúdo que entra e sai no servidor de e-mail antes que os mesmos sejam distribuídos para os usuários.
É possível consultar uma cópia do estudo, batizado de Why anti-virus software is not enough: The urgent need for server-based email content checking, de graça na Web, em www.gfi.com/wpbwen.shtml. O material está em inglês.


