De acordo com o oncologista Benedito Valdecir de Oliveira, do Hospital Erasto Gaertner, todos os tratamentos de combate ao câncer - quimioterápicos e radioterápicos - agem tanto em células sadias quanto em células tumorais.

Albari RosaAuto-transplante O médico Benedito de Oliveira mostra equipamento utilizado no transplante de medula óssea: técnica ajuda a recompor níveis de defesa‘‘O nível de DNA fica demasiadamente alterado e isso provoca, na maioria das vezes, a morte das células’’, observa. Ele explica que o medicamento em questão e que foi alvo da pesquisa da professora Regina, tem como função reconhecer as células que estão com o DNA alterado, devido à doença, e matá-las. ‘‘A droga se concentra na síntese do DNA’’, reforça.
Se um organismo estiver com câncer e além disso a pessoa cultivar maus hábitos alimentares, com certeza estará também com excesso de radicais livres. Nesses casos a resposta terapêutica não será boa, afirma.
Para contornar este problema, os especialistas do Hospital Erasto Gaertner fazem o auto-transplante de medula. Antes de a pessoa se submeter a altas doses de drogas como o metotrexato, faz-se a coleta das células da medula armazenando e congelando-as. Em outras etapas do tratamento, a pessoa recebe estas células novamente para recompor os níveis de defesa.
‘‘O órgão que mais sofre com os medicamentos é a medula, por isso fazemos o auto-transplante. A medula é responsável pela fabricação dos glóbulos brancos e vermelhos do sangue. As drogas específicas para o câncer matam as células tronco e isso pode provocar a morte’’, disse o oncologista.
Outro procedimento usado pelos especialistas é ministrar o metotrexato em ciclos: ‘‘usamos altas doses durante cinco dias, por exemplo, e damos 21 dias para o organismo se recompor’’, explica. ‘‘A pesquisa abre uma janela para o futuro. Outras formas de proteger as células sadias devem ser pesquisadas. A continuidade do trabalho vai testar os procedimentos em animais e depois em pessoas. Mas isso leva muito tempo’’, antecipa.

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