Dose de tecnologia a serviço da saúde
Dose de tecnologia a serviço da saúde
Congresso de Cardiologia trouxe novidades para deixar mais tranquila a vida de quem tem problemas no coração
Agência Globo
Do tamanho de um marcapasso, o Reveal registra informações sobre o coraçãoAté Steve Austin, o Homem de seis milhões de dólares da televisão, ficaria impressionado: algumas novidades mostradas no pavilhão de exposições do 13º Congresso Mundial de Cardiologia, que aconteceu semana passada, no Riocentro, pareciam coisa do seriado dos anos 70. Só que, agora, existem de verdade, na vida real.
Exemplo? O Reveal, aparelhinho do tamanho de um marcapasso, que funciona como uma espécie de caixa-preta de informações sobre o coração. É indicado para a prevenção de síncopes: se o paciente perde a consciência, o diminuto computador, implantado no peito, vai registrando, por até 40 minutos, tudo o que acontece com o coração durante aquele período.
Já no consultório, o médico encosta um leitor no peito do sincopado. As informações são transmitidas por radiofrequência para um micro de mesa, onde um programa faz o eletrocardiograma a partir das informações guardadas no chip implantado no paciente. Não é mesmo uma caixa-preta?
Novidades como o Reveal, apresentado pela Medtronic, são a alegria de médicos e quem mais se interesse pelos benefícios que a informática pode trazer para a saúde. Como de hipocondríaco e de micreiro todo mundo tem um pouco... Mas vale um comentário: isto aqui não é desculpa para ninguém sair por aí a automedicar-se!
Ricardo Alves e o Ultrafast, capaz de detectar precocemente o risco de infarto do miocárdio e prevenir casos de morte súbita por problemas cardíacos
O Reveal é um bom exemplo de como computadores dedicados, cada vez menores, podem ser usados por médicos - e somente por eles. Que, de acordo com os softwares escolhidos, podem adaptar a máquina às necessidades do cliente. O desafio dos desenvolvedores é criar equipamentos cada vez menores, com mais capacidade de memória e longevidade de bateria, explica Sergio Siqueira, consultor de produtos da Medtronic, que também estava demonstrando um desfibrilador, equipamento que dá descargas elétricas quando há parada cardíaca e pode ser implementado no tórax .
Outra novidade do congresso foi o Cadi 100, um aparelhinho que cabe na palma da mão e que é capaz de passar informações sobre taquicardias, defeitos ventriculares e arritmias. Trata-se de um estetoscópio eletrônico, com monitor de cristal líquido. Além de auscultar o paciente, o médico pode ler, no monitor acoplado à cabeça do estetoscópio, um gráfico que reproduz os sons do coração, dos pulmões e das vísceras.
Para ler em tempo real um eletrocardiograma, o médico agora só precisa encostar a cabeça do estetoscópio no peito do paciente. O gráfico aparece no monitor. O aparelho funciona com duas pilhas pequenas e custa R$ 1.200, segundo Paulo Santana, gerente de produto da Rimed, empresa que importa e distribui o Cadi 100.
A tecnologia também está ajudando a facilitar a vida dos que sofrem de diabetes. A Novo Nordisk do Brasil importou o NovoPen, aplicador de insulina com agulha mais fina e revestida de silicone. Por causa disso, segundo o fabricante, as aplicações de insulina são menos dolorosas.
O aplicador, do tamanho de uma caneta, tem um visor que exibe a quantidade de doses aplicadas. O NovoPen emite um sinal sonoro, para ajudar os pacientes que não enxergam muito bem, e está disponível em modelos coloridos, próprios para crianças.





