Dojo de programação
Uma vez ao mês, há mais de dois anos, um grupo de profissionais e estudantes da área de tecnologia se reúne no espaço de trabalho colaborativo Junt.us, em Londrina. Lá, eles passam pelo menos duas horas juntos com um objetivo em comum: resolverem desafios usando a programação. O Coding Dojo é uma outra modalidade destes encontros de programação. A palavra dojo, geralmente utilizada nas artes marciais, tem origem japonesa, e significa "local de treinamento". No caso do Coding Dojo, trata-se de um "local de treinamento de programação".
Assim como nas artes marciais, o Coding Dojo tem um sensei (professor), que estabelece as "regras" - qual a linguagem de programação que será utilizada, por exemplo - e lança o desafio. Um desafio já lançado no Coding Dojo de Londrina, por exemplo, foi um código que resolvesse o jogo sudoku.
"O Coding Dojo foi criado para difundir a técnica de extreme programming (programação extrema), que coloca programadores em pares para obter ganhos de produtividade", explica Flávio Maltempe, organizador dos encontros em Londrina. A dinâmica funciona da seguinte maneira: os participantes se organizam em pares um é o piloto e o outro é o copiloto. Cada um tem cerca de sete minutos para tentar resolver o desafio que é similar aos puzzles (quebra-cabeças) -, e então as posições são trocadas.
Algumas das vantagens destes encontros, além de resolver desafios através da programação, são o networking gerado com os outros participantes e o desenvolvimento de habilidades como a lógica e o trabalho em equipe, afirma o programador Henrique Magalhães, participante assíduo dos Coding Dojo de Londrina. "Acredito que (o Coding Dojo) trabalha principalmente em cima da lógica e da capacidade de explicar essa lógica. E é um ambiente que estimula bastante você trabalhar em equipe." (M.F.C.)





