ReproduçãoCarl SaganDois dos maiores cientistas e divulgadores de ciência desse século, Isaac Asimov e Carl Sagan, não viveram tempo suficiente para saberem se temos companhia de vidas extraterrenas no Cosmos.
Asimov, que morreu aos 72 anos em 1992, escreveu, entre ficção, pesquisas e obras técnicas, mais de 500 livros. Nascido na União Soviética, o escritor foi para os Estados Unidos junto com os pais com apenas três anos. Químico formado pela Universidade de Columbia, começou a ser reconhecido nos meios científicos depois da publicação de sua obra prima I, Robot, em 1950. É de Asimov as três leis básicas sobre robóticas adotadas em todo o planeta: 1) um robô nunca deve agredir um ser humano, 2) um robô deve obedecer as ordens dadas por um ser humano, 3) e por último, um robô deve proteger sua vida, salvo se for para salvar a vida de um ser humano.
Também fascinando pelo Universo, Carl Sagan foi professor, astrônomo e escritor. Acreditando na simplicidade. Sagan popularizou a ciência espacial e os mistérios do Universo através de seu livro ‘‘Cosmos’’, transformado em minissérie de tevê nos anos 80. Professor na Universidade de Cornell durante 30 anos, escreveu mais de 20 livros e centenas de estudos e artigos científicos que enfocam desde as mudanças climáticas na Terra até as fronteiras do Universo e a busca por vida extraterrestre. Aos 26 anos, Sagan recebeu seu PhD de Astrofísica pela Universidade de Chicago. Logo no início de sua carreira participou, como consultor, de projetos da Nasa, como o Mariner, Viking, Voyager e a histórica Galileo. ‘‘Eu vou detestar morrer antes de provar que existe vida inteligente no nosso Universo’’, revelou ele ao jornal ‘‘The Washington Post’’ semanas antes de morrer. (I.L.)

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