Arquivo FolhaAplicação de cobalto e quimioterapia são utilizados no Hospital do Câncer de Londrina, que atende pacientes do Brasil inteiroO Instituto da Câncer de Londrina (ICL), que atende pacientes do Brasil inteiro, registrou no ano passado 2.871 casos de tumores malignos diagnosticados no hospital. Até 31 de dezembro de 1996, foram registrados 909 casos de neoplasma maligno da pele (31,7%), 361 de linfonodos - gânglios linfáticos (12,6%), 267 de neoplasma maligno da mama feminina (9,3%), 199 de neoplasma maligno de colo do útero (6,9%) e 128 casos de neoplasma maligno de estômago (4,5%). Do total de casos registrados, 1.386 eram masculinos e 1.485, femininos. A faixa etária de maior incidência, também no geral, foi dos 61 aos 75 anos (1.071 casos), seguido da faixa dos 46 aos 60 anos (813 casos).
O diretor-presidente do ICL, Nuno Ballalai, detalhou que na região de Londrina a predominância são os casos de câncer de pele. ‘‘A incidência se deve à característica étnica da população, que tem descendentes europeus, e do trabalho na zona rural, onde há grande exposição à radiação solar’’.
Enquanto novas técnicas estão sendo pesquisadas, os tratamentos utilizados no Instituto do Câncer são os tradicionais: cirúrgico, clínico (quimioterápico e hormonioterápico), radioterápico (radioterapia convencional superficial e profunda) e telecobaltoterápico. ‘‘Um paciente pode precisar de apenas um tratamento, outro pode precisar da associação entre cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Varia de acordo com a gravidade do caso’’, conta.
O Instituto do Câncer divulga que uma das principais armas no combate ao câncer é a prevenção e, por isso, tem uma campanha puxada pelo slogan ‘‘A grande arma contra o câncer é o diagnóstico precoce’’. O oncologista Mário Liberatti, também de Londrina, acredita que a prevenção no Brasil ainda não atinge o nível desejado. ‘‘Não é tratada com o devido valor. Por exemplo, nos casos de câncer de colo de útero, o Brasil atinge apenas 3% da população alvo. É importante saber que os efeitos benéficos vêm com a prevenção’’, avalia.
Avanços Mário Liberatti acredita que os estudos das doenças malignas têm alcançado novas perspectivas, com medicamentos com menores efeitos colaterais, novos antibióticos como terapia de suporte, avanço nos quadros de infecção, na área de psicooncologia e através de equipes multiprofissionais para os tratamentos. Para o médico, os avanços nos últimos anos aconteceram em vários campos. ‘‘A prevenção e o diagnóstico precoce estão evoluindo. Apesar de ainda ser uma evolução muito lenta, é importante’’. Para ele, o lançamento de novas drogas representa outro avanço.
Ele explica que na quimioterapia há a terapia de suporte, que com o surgimento de novas drogas foi fortalecida. ‘‘Os antibióticos têm fatores de estimulação dos granulócitos para a recuperação da aplasia de medula provocada pela quimioterapia’’, diz. Segundo Liberatti, hoje também há antieméticos potentes (contra vômito), que são drogas que propiciam mais conforto ao paciente.
O avanço em imunoterapia específica, ainda em experiência, também vai trazer benefícios. ‘‘Já o transplante de medula óssea, hoje usado para alguns tipos de leucemias, está sendo investigado para o tratamento de tumores sólidos malignos, o que será uma grande evolução’’, observa.
O Instituto do Câncer de Londrina mantém uma campanha permanente de ajuda aos pacientes. Mais informações pelo fone (043) 330-2600 - ramal 233. (J.S.)

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