Arquivo FolhaCausas da doença do sono ainda são desconhecidas, cientistas descartam hipótese de efeito de campos magnéticos Um antigo povoado medieval de Toscana (Centro da Itália) sofre desde abril uma misteriosa ‘‘doença do sono’’ que está transformando Camigliano na terra da Bela Adormecida.
Nove casos de ‘‘idiopatia recorrente’’, nome cientício que a doença do sono recebeu, foram identificados pelas autoridades médicas da região, que registraram mais uma vítima no último domingo.
Das nove pessoas afetadas, oito são mulheres na faixa dos 43 as 80 anos, aposentadas ou donas de casa, que costumam passar as tardes juntas em uma pequena praça central de Camigliano. Outros casos foram detectados em Pisa e Bolonha (ambas no Norte da Itália) há poucos anos.
Os sintomas da doença são dor-de-cabeça, sonolência seguida de um sono profundo que dura até 15 horas.
‘‘Quando a pessoa acorda, não se lembra de nada e tem uma sensação de vazio e tristeza’’, contou uma delas.
Segundo outra vítima da estranha doença, não há sonhos durante o sono e, quando acordada, a memória da pessoa falha.
As autoridades científicas estão examinando uma série de pistas para encontrar as causas da epidemia do sono, entre elas a superprodução nos doentes da endozepina-4, uma substância que se encontra no organismo e nos soníferos. Outra pista é a possível contaminação de alimentos ou da água potável do lugarejo. A investigação sobre o efeito dos campos eletromágneticos da pracinha de Camigliano já foi descartada.

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