DNA, genes e afins
Graças a essa ciência multidisciplinar criada por Mendel é possível hoje determinar paternidades, identificar corpos, prever doenças, enfim, descobrir os segredos bioquímicos da vida. Para se ter uma idéia de sua larga escala de aplicação, em 1992 foi possível identificar, através da analise do DNA de saliva encontradas em tocos de cigarro, o assassino de um chefe mafioso na Itália.
Essas informações contindas no DNA começaram a despertar a atenção dos cientistas norte-americanos James Dewey Watson e Francis H.C. Crick somente em 1953. Foi através desse conhecimento genético que os cientistas começaram a penetrar na célula humana e ler - como em uma bola de cristal - as sequências espefícicas dos genes.
Genes são sequências específicas de substâncias como a adenina, timina, citosina e guanina - que formam barras que ligam dois filamentos da espiral dupla. Cada célula do corpo contém 23 pares de cromossomos com uma quantidade tão incrível de DNA que se sua estrutura fosse desmontada, desenrolada como um novelo de lã, mediria cerca de 1m80.
Tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado que desperta a curiosidade de cientistas em todo mundo. Para desvendar o genoma humano - a estrutura genética completa dos seres humanos, que chega a contem até 3 bilhões de combinações diferentes - em 1990 foi lançado o Projeto Genoma Humano, realizado pleo Instituto Whitehead de Pesquisas Biomédicas do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). O projeto, avalizado em U$ 3 bilhões, pretende decifrar até o ano 2005 a exata localização e a sequência bioquímica de cada um dos genes humanos e assim montar um atlas genético. Parece coisa de ficção científica, mas não é.





