José Mauro, o mais novo dos entrevistados, tem 43 anos e joga CD-ROM, Nintendo e o que mais apareça pela frente. Para ele, não existe passatempo certo ou errado para uma determinada faixa etária. A idade, diz, está na cabeça.
Mauro é corretor de seguros-saúde e sócio de uma papelaria. Passa quase todo o seu tempo no computador. No trabalho, anda com um notebook para cima e para baixo, onde guarda as fichas dos clientes e as apresentações da empresa. Em casa, não sai da frente do PC. Para José Mauro, além de muito útil, o computador é uma forma extremamente segura de lazer. ‘‘A gente ouve notícias de tiroteios acontecendo em todos os cantos da cidade. Eu prefiro que meus filhos e minha mulher fiquem em casa jogando no computador’’, afirma.
Todos, diga-se de passagem, são aficionados por games. O mais recente desespero familiar deles teve como culpado o Windows 2000: uma vez instalado, o sistema, notoriamente avesso a brincadeiras, deixou fora de combate praticamente as centenas de CD-Roms da casa, que simplesmente não eram mais reconhecidos. Até hoje o problema não foi resolvido de todo. O único jeito de evitar efeitos colaterais foi pedir o micro do vizinho emprestado. (Agência OGlobo)

mockup