Para o professor da Universidade Positivo (UP), Michael Bahr, a ideia de que games são prejudiciais às crianças e, portanto, uma forma de entretenimento a ser evitada, está mudando gradativamente pela nova geração de pais que jogam junto com os filhos. Os jogos de movimento como o Nintendo Wii e o Kinect, da Microsoft, sustentam até mesmo a ideia de união familiar com jogos interativos e coletivos.
''Acredito também que seja por isso que o mercado de games esteja crescendo tanto'', cita Bahr. Mas mesmo que jogos educativos como o ''Do More'' estejam ficando mais divertidos, ainda precisam do apoio de instituições para garantirem espaço no mercado, afirma o professor.
Integrante da equipe também da Universidade Positivo que venceu a Imagine Cup do ano passado na categoria Projeto de Game, Rafaela Costa, destaca que os games são uma ferramenta pedagógica independentemente do gênero. Hoje, a equipe é sócia de uma empresa curitibana chamada Axis 3D. Além disso, Rafaela dá palestras sobre tecnologia educacional em todo o mundo.
Um exemplo dos games como uma ferramenta que vai muito além do entretenimento é o seu uso para a formação médica. Rafaela lembra que pesquisas comprovaram que médicos que jogam games de tiro aumentam em 40% a precisão em alguns procedimentos cirúrgicos, terminam o procedimento mais rapidamente e cometem menos erros.(M.F.C.)

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