Agência GloboCD-ROM Playboy: boas definições e formas generosas da natureza femininaÉ verdade que no CD-ROM ‘‘Playboy’’ não há nada de muito explícito, por assim dizer. O disquinho mantém aquela assepsia típica da revista, que em geral é mais divertida justamente porque oferece outras atrações, sem abusar de recursos fotográficos como na parte dedicada aos ensaios...
O CD tem também quebra-cabeças que o disco apresenta. São três tradicionais - com 165 ou 120 peças - e nove deslizantes. Divertem crianças, mas exigem muito dos miolos de adultos que querem apenas distrair as idéias - e não somente elas. Outro entretenimento que cutuca a razão do curioso usuário é um joguinho de pôquer.
No mais, é uma enciclopédia de mulher pelada, com boas definições e formas generosas da natureza feminina, ajudadas ou não por técnicos em mídia digital.
No capítulo Telas, o usuário pode criar sequências de até cinco fotos e usá-las como screen saver exclusivo. Pode-se escolher entre 43 meninas, acompanhadas por uma dentre três músicas bem lúbricas, do tipo que a sensibilidade americana julga ser afrodisíaca.
Melhor ainda: não tem legenda A brincadeira também permite escolher entre 14 vídeos bem safadinhos (até pelo que NÃO mostram), 21 telas de arte erótica moderninhas e 26 ilustrações inúteis com o ‘‘Analista de Bag钒.
Trata-se, portanto, de um CD que cumpre seu papel: um prato cheio para entretenimentos esconsos durante a madrugada. E, felizmente, sem as legendas típicas da revista, tão frequentemente desprezíveis, que não agregam valor (!) algum à eroticidade (!!) da coisa (!!!) em si (!!!!).

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