DivulgaçãoConvidados visitam Centro de Dinamômetros, em São Bernardo do CampoOs três primeiros dinamômetros especiais de rolos da indústria automobilística brasileira foram apresentados à imprensa na semana passada pela Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP). Os novos equipamentos serão usados em testes de durabilidade acelerada dos sistemas de controle de emissões dos veículos da marca. Custaram US$ 4 milhões e são encontrados apenas nos mais renomados centros de desenvolvimento automobilístico da Europa e dos Estados Unidos.
Os dinamômetros reduzirão custos e prazos no desenvolvimento e homologação dos produtos, substituindo com grande vantagem os testes convencionais. ‘‘Rodar 80 mil quilômetros em estradas ou pistas de provas leva cerca de oito meses e, nesses dinamômetros, os testes serão feitos em dois meses e meio de trabalho, com muito mais eficiência e confiabilidade’’ - explica Henry Joseph Júnior, gerente do Laboratório de Emissões Veiculares da Volkswagen. Além disso, os testes dispensam o uso de protótipos, que são muito caros.
No dinamômetro, o carro em teste roda dia e noite, sem sair do lugar, sobre rolos que simulam trechos planos, subidas e descidas. Um robô faz o papel de motorista, trocando as marchas e acelerando o veículo segundo um percurso ditado por computador.
A cada 15 quilômetros, o carro é retirado do equipamento e transferido para uma sala do laboratório de emissões, para coleta de amostras dos gases do escapamento.
Funcionamento automático No Centro de Dinamômetros da fábrica Anchieta, tudo funciona automaticamente. Depois que o carro é colocado sobre os rolos do equipamento, o motor é ligado da sala de controle e o robô assume o comando, acelera e muda as marchas. O dinamômetro freia as rodas do carro, nas simulações de parada nos semáforos e no anda-pára do trânsito intenso das cidades. Isso repete-se 24 horas por dias seguidos, sem a intervenção de qualquer funcionário.
Para garantir a temperatura ideal de funcionamento do motor, um enorme ventilador voltado para a frente do carro simula a entrada de ar, de acordo com a velocidade, que pode chegar a 180 km/h. Ventiladores menores, sob os rolos, resfriam os pneus.
Além disso, um equipamento especial ligado ao robô monitora a pressão do óleo, a temperatura ambiente e a da água do radiador, entre outros itens. O teste pode ser abortado se seus sensores detectarem situação de perigo, como superaquecimento do motor ou estouro de um pneu.
Para reduzir o risco de incêndio, um sistema de auto-abastecimento injeta combustível em pequenas quantidades de cada vez - o tanque nunca tem mais de cinco litros - numa operação controlada por três sensores em série. Ao menor sinal de perigo, extintores entram em ação automaticamente.

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