Depois de 16 anos trabalhando como digitadora, a secretária Helenice Carrijo, de Maringá, teve que se reciclar para mudar de emprego.
‘‘Passava toda jornada de trabalho na frente do computador mas não sabia nem entrar no Word’’, lembra. Ela conta que quando se mudou de Bauru (SP) para Maringá, foi obrigada a procurar outro emprego. Há cerca de um ano, encontrou uma vaga de secretária em uma empresa de assessoria empresarial e foi obrigada a aprender trabalhar com programas ‘‘complicados’’.
‘‘Sentia muita dificuldade porque não conhecia os documentos e muito menos como acessar cada programa’’, diz. ‘‘O maior medo era de errar algum comando e deletar alguma coisa.’’
A Internet, outra exigência do trabalho, era mais um tormento para Helenice. ‘‘Quando tinha dúvida consultava um técnico que às vezes era obrigado a se deslocar até aqui.’’ (Marcos Zanatta, de Maringá)

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