Dicas para dar uma turbinada no micro
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quarta-feira, 21 de maio de 1997
Agência Estado 
Agência Estado
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AtualizaçãoPara fazer o upgrade é possível mudar o processador, embora às vezes o indicado seja trocar a placa-mãePara uma atualização do micro, o primeiro item a ser analisado é o processador. A Intel, maior fabricante de chips para PCs do mercado, já há algum tempo vem desenvolvendo uma política de upgrade, oferecendo aos usuários a possibilidade de atualizar seus sistemas sem ter de jogar a máquina fora. Mas, pelo menos no Brasil, somente agora essa política vem recebendo um pouco mais de impulso, com a realização de campanhas com os canais de revendas.
Mesmo assim, é difícil encontrar nas lojas processadores avulsos para pronta entrega, tanto os Overdrives (chips de atualização) como os modelos clássicos (iguais aos que vêm instalados nas máquinas). Em muitas lojas, os vendedores preferem oferecer a placa-mãe completa, mesmo quando há possibilidade da simples troca do processador. Em breve, esses produtos serão mais fáceis de serem encontrados. Estamos, com nossos parceiros, melhorando os canais de distribuição dos nossos produtos Overdrive in Box e Processador in Box, comenta Milton Isidro, diretor de Tecnologia da Intel do Brasil.
Antes de trocar o processador, o usuário deverá checar, no manual da placa, as possibilidades de upgrades permitidas (veja matéria nesta página). No site da Intel na Internet (www.intel.com) também há relações de fabricantes de placas com seus respectivos modelos e os tipos de atualizações que podem ser feitas.
Dependendo da placa e do tipo de processador, ela aceitará upgrades com chips Overdrive ou clássicos. Por essa razão é importante ler o manual da placa-mãe. Quem possui um micro Pentium e quer ir para a plataforma MMX, por exemplo, deverá, necessariamente, usar o chip Overdrive, uma vez que há diferenças de voltagens. Os chips Overdrives possuem reguladores de tensão, explica Isidro. Atualmente estão disponíveis Overdrives MMX de 125 MHz, 150 MHz e 166 MHz.
Na opinião do gerente-comercial da Alcatéia, Oswaldo Luiz Codato, uma das empresas que distribui chips Intel, caso o usuário queira atualizar o processador, é recomendável que ele procure um técnico especializado. Não é uma tarefa tão simples. Primeiro ele terá de ler o manual da placa, que está em inglês, fazer o jumpeamento para ajustar a nova frequência e tomar muito cuidado para não entortar os pinos, diz. Codato ainda dá uma dica para quem possui um micro Pentium 133 MHz e quer transformá-lo em um Pentium MMX de 166 MHz. A Intel ainda não lançou o Overdrive MMX para esse tipo de máquina, mas basta o usuário jumpear (ajustar) o clock para 100 MHz que ela funcionará, afirma.
Mas para quem está precisando trocar o processador, uma alternativa de menor custo que deve ser levada em conta é a nova família de chips K6 da AMD, com tecnologia MMX licenciada da Intel. Rodando programas escritos para essa plataforma, esses processadores irão tornar as aplicações multimídia (principalmente o processamento de imagens) mais rápidas e dispensarão o uso de placas de vídeo especiais em programas com efeitos 3-D.
De acordo com o gerente-comercial da AMD, José Carlos Yazbek, o K6 usa o soquete 7, o mesmo do Pentium. Dependendo da placa-mãe, o usuário de um micro Pentium poderá fazer o upgrade de forma fácil: basta trocar o processador, fazer ajustes de clock (mudando alguns jumpers) e atualizando o Bios (circuito integrado onde estão gravadas informações) com um software. Mesmo não sendo possível fazer isso, a compra de uma placa-mãe com o K6 sai mais em conta do que comprar um chip Overdrive Intel, garante o gerente.


