Desilusão também
pode acontecer no
romance online
ReproduçãoSites promovem encontros mas usuários querem garantiasA professora Regina Campos até hoje não entende o que aconteceu. Separada, com 49 anos, ela se inscreveu em um site de encontros virtuais. Alguns dias depois, foi procurada por Cleber. Conversaram e marcaram um encontro, cercado de cuidados.
O encontro foi perfeito. ‘‘Vivemos por duas semanas um conto de fadas’’, diz. Nesse período, Cleber a levou para conhecer sua casa em São Paulo, o trabalho, sua casa de praia, a família. ‘‘Achei que ele estava mostrando detalhes para eu me certificar que tudo o que dizia era verdadeiro’’, afirma Regina.
Quando o namoro completou três semanas, Regina preparou um almoço para comemorar o aniversário de Cleber. ‘‘No banheiro, ele já havia colocado toalhas compradas especialmente para mim, cor-de-rosa, com iniciais’’, revela. ‘‘Qual mulher não ficaria impressionada?’’
No entanto, logo depois do almoço, Cleber desapareceu. ‘‘Não sei o que aconteceu, fiz de tudo para vê-lo de novo, mas nada adiantou.’’ Decepcionada, ela retirou seu nome do site de encontros, o Como Vai. ‘‘Mas depois pensei melhor, voltei a colocar o nome e já estou me encontrando com outro homem, agora numa relação mais madura.’’
O espaço entre uma relação e outra é menor que um mês. ‘‘A vida moderna é assim mesmo, não?’, diz ela.
O site Como Vai em www.comovai.com.br demonstra o quanto as pessoas recorrem à Internet em busca de pares. Inaugurado há cerca de cinco meses meses, já tem mais de cinco mil inscritos. Roberto Andrade, que no final do ano passado criou o site Amizade Colorida em www.amizadecolorida.com.br, tem a mesma avaliação. ‘‘As pessoas que estão solitárias recorrem a serviços como esse, mas sempre querem alguma garantia’’, afirma. No serviço do Amizade Colorida, é preciso cadastrar-se. (Agência Estado)

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