Descobertas vão propiciar
órbitas mais econômicas
Outros instrumentos da ‘‘Lunar Prospector’’ permitiram fazer um mapeamento completo da gravidade em toda a superfície lunar. Foram descobertas sete concentrações de massa, até agora desconhecidas. São elas que causam, segundo os cientistas, anomalias gravitacionais que já foram detectadas, mas cujas causas se desconheciam. Essa descoberta vai permitir aos cientistas da Nasa desenvolverem órbitas de aproximação mais precisas e mais econômicas em termos de combustível, nas próximas missões lunares.
A última importante revelação é de que a Lua tem um núcleo central de aproximadamente 300 quilômetros de raio, bem menor do que prediziam os cálculos teóricos até agora. Ele é rico em ferro e seu estudo mais detalhado vai permitir conhecer com maior precisão a origem da Lua.
Todas essas descobertas são muito importantes no conhecimento do satélite terrestre, do nosso sistema solar e do próprio Universo. Entre elas, porém, uma se destaca: a grande quantidade de água pura. Como já está claro, essa água veio de fora, de muito longe, na forma de cometas.
Some-se a tudo isso a informação de que nos satélites de Júpiter existem grandes oceanos de água pura e chegamos à conclusão mais importante: está cada vez mais claro que a água é abundante nas nossas proximidades, e, quase com certeza, em todo o Universo. A água é elemento básico para a existência de vida. Estamos, portanto, chegando à conclusão cada vez mais segura de que existe vida por aí. Só falta o contato, se é que ele já não está sendo feito, à margem, ou não, do conhecimento oficial da ciência.(E.C.B.)

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