O pesquisador alemão Juergen Osing conseguiu reconstituir, em abril, um papiro que representa a mais importante descoberta para a egiptologia dos últimos anos.
O papiro, que data do século II depois de Cristo e procede da biblioteca de um templo, era um manual destinado à educação dos sacertores, segundo explicou Osing, professor de egiptologia da Universidade Livre de Berlim.
Este material oferece uma fonte de informação única sobre a escritura ideográfica egípcia, os deuses e as ciências no Egito antigo e romano.
‘‘Juntei fragmentos do papiro procedentes de três coleções, de Copenhague, Berlim e Florença’’, contou Osing, que dedicou 15 anos a este trabalho.
O documento pertencia a um templo de Tebtunis, no Alto Egito. Uma parte dos fragmentos foi descoberta por um arqueólogo italiano em 1931. Outros tinham sido descobertos anteriormente por egípcios, que os venderam no Cairo.

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