Fazer compras on line pode ser um exercício de paciência. Percebi isto quando tentei encontrar o CD Hot Rats do Frank Zappa. Procurei em, no mínimo, cinco lojas e, em cada uma delas, tinha que me conectar, entender o funcionamento do site, fazer o pedido, totalizar o preço do CD com as taxas de entrega e só então saber o total a pagar. Gastei de oito a dez minutos por site - no total quase uma hora.
Para evitar esta situação existem os sites de Shop Bots (robôs de compras) da Internet. Basta descrever o produto desejado que os robozinhos procuram em diversas lojas on line e retornam uma lista com os respectivos preços para que você possa escolher. Existe uma grande variedade de sites dedicados a realizar este tipo de procura, entre eles podemos destacar o Acses Bookfinder (www.acses.com), procura por livros em mais de 20 livrarias virtuais, o Bargain Finder (bf.cstar.ac.com/bf/), pesquisa CDs em várias distribuidoras, o BidFind (www.vsn.net/af/), atua junto a casas de leilões, principalmente com antiguidades, e o BottomDollar (www.bottomdollar.com/), procura por livros, CDs, componentes de computadores, brinquedos, entre outros.
O tempo e o dinheiro economizados utilizando estas ferramentas podem ser compensadores. Porém, algumas lojas virtuais simplesmente barram o acesso dos robôs a seus bancos de dados. A razão é bastante simples: com este tipo de pesquisa o consumidor decide onde comprar baseado apenas no preço desvalorizando o marketing e publicidade convencionais que as empresas utilizam para promover os seus produtos. Um prejuízo a quem investe grandes quantias nestes setores. Por outro lado, as empresas que barram a entrada destes agentes de procura restrigem a clientela e acabam beneficiando o concorrente, que tem o preço mais competitivo.
Rafael Prellwitz ([email protected]) é analista de sistemas em Londrina.

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