Deficientes visuais dos EUA já navegam na rede
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quinta-feira, 12 de dezembro de 1996
Agência Estado 
Cathy Murtha nunca tinha usado um computador até o começo do ano passado. Como uma ocupada mãe de três crianças, ela não tinha descoberto uma utilidade para o computador e não sabia nem ligar um. Atualmente, ela não apenas sabe de que maneira operar um computador, como dirige a Magical Mist Crations, um pequeno negócio na Internet, com seu sócio, Tom Baccanti, que avalia e cria sites na World Wide Web. Não haveria nada de particularmente notável nisso, a não ser pelo fato de que tanto Cathy como Baccanti são cegos.
As pessoas ficam admiradas por eu conseguir fazer isso, disse Cathy, que mora na Califórnia. Elas nunca imaginaram que uma pessoa cega pudesse encontrar uma utilidade para o computador, muito menos trabalhar com eles.
A Fundação Americana para Cegos estima que 900 mil dos 12 milhões de norte-americanos com deficiência visual usam computador. Essa utilização depende de dois fatores: o texto deve ser lido em voz alta por um sintetizador com software texto/voz (ou produzido em braile) e o usuário deve ter habilidade em navegar na tela com teclado.
Os cegos já usavam a Internet para enviar e receber e-mail. Mesmo na Web as pessoas com deficiência visual tinham acesso por meio de browsers não visuais baseados no DOS, como o Lynx.
Mas a Web está cada vez mais gráfica. Atualmente, com treinamento especial e leitores que falam o que está na tela, os usuários podem navegar na Web de forma mais eficiente.
Para outros usuários, há o PW Webspeak, um browser não visual, que fornece um forma simples para usar a Internet. Em vez de ler em voz alta o que está na tela, o Webspeak lê o HTML, o código de programação da página Web, e o interpreta diretamente, tornando a Internet uma boa experiência para deficientes visuais.


