Os produtos e a maneira de tratar os funcionários foram os atrativos que fisgaram Sérgio Manna para a Lotus, líder em programas aplicativos (como planilhas). Ele começou na companhia como estagiário e agora é instrutor da parte de treinamento. ‘‘Sempre quis trabalhar aqui, desde quando mexia na versão da planilha Lotus 1-2-3 na faculdade’’, lembra. Depois de ficar um tempo no suporte de uma das distribuidoras da Lotus, Manna acabou entrando para a empresa como estagiário.
Manna diz que exerceu seus serviços como qualquer outro funcionário e jamais foi ‘‘considerado inferior’’. ‘‘Hoje visto a camisa da empresa e não gosto se alguém fala mal dela’’, adverte. ‘‘Afinal, tudo o que tenho hoje, devo à Lotus.’’ Há quase dois anos na empresa, Manna é hoje instrutor do Lotus Education (treinamento). Seu objetivo é permanecer na empresa e fazer carreira. Enquanto isso, é bom a concorrência não vir falar mal dos produtos fabricados pela companhia. ‘‘Não aguento brincadeiras maldosas e outros tipos de comentários, pois defendo a Lotus com unhas e dentes.’’
Apesar de essa dedicação parecer uma espécie de lavagem cerebral realizada pela empresa, a explicação é outra: a Lotus realiza, frequentemente, encontros, viagens e jantares entre todos os seus funcionários, desde o estagiário até o diretor.
Segundo o diretor da Lotus Brasil, Carlos Fontenelle, os funcionários gostam tanto da empresa que chegam a trabalhar até tarde e a usar a camiseta da Lotus nos fins de semana. ‘‘Acho que tem algo de carismático no ar’’, explica ele. ‘‘Por ser uma empresa jovem e descontraída, acabamos por nos tornar uma grande família que sempre sai depois do trabalho.’’ Esta mania de todos saírem juntos, independentemente do cargo, levou Fontenelle até a ir ao show do Pet Shop Boys com uma secretária e um funcionário da área de vendas.

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