É uma praga e ninguém e nenhuma máquina está totalmente livre. Os invasores do ciberespaço não perdoam e conseguem, na maioria das vezes com certa facilidade, penetrar nos sistemas de segurança e bagunçar a vida dos usuários. A barreira natural mais comum são as famosas senhas, mas somente elas não são suficientes quando os invasores resolvem atacar.
Com os hackers e crackers de hoje em dia, não há maneiras de se garantir uma segurança total. Com programas específicos, eles rastream as várias portas de entrada do computador em busca da mais vulnerável, e assim que a encontram completam o serviço.
A indústria de informática tenta coibir essa epidemia, estudando e desenvolvendo formas alternativas de segurança. Um exemplo é o uso de senhas imagéticas. O usuário constrói uma senha a partir de uma sequência de fotos e sem a ordem correta das imagens, fica praticamente impossível o acesso à máquina, informações e dados.
O gerente de suporte do Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Estadual de Londrina, Leonardo Pinheiro, revela que os ataques aos sistemas da instituição são comuns, mas os mecanismos de segurança conseguem barrá-los. E o pior: a maioria são tentativas internas, que partem de dentro da própria universidade e são percebidos porque ficam registrados nos sistemas de segurança.
Pinheiro destaca que o grande desafio que motiva os invasores é a própria invasão, o sucesso de conseguir anular os mecanismos de defesa. Normalmente deixam uma mensagem qualquer e desaparecem.
O controle tem que ser diário, ressalta, e as precauções são essenciais. ‘‘A primeira e principal norma é guardar o maior número de informações (em relação à segurança) sob sigilo’’, adianta. De uma maneira geral, uma exigência básica para qualquer usuário, diz, é a troca de senhas a cada três meses, que varia de tamanho conforme o grau de segurança. O mais comum, segundo Pinheiro, são as senhas com seis caracteres, formada por letras e números.
O analista de sistemas responsável pela rede wireless (protocolo para aplicação sem fio) da NetSinai, Antonio Christian Alves, recomenda que senhas usadas diariamente, como as que dão acesso a homes pages de banco, sejam trocadas semanalmente. ‘‘Pelo uso diário, elas são mais fáceis de serem rastreadas’’, completa. Preencher informações pessoais, como nome, endereço, número de documentos, em sites que não oferecem sistemas de segurança também não é indicado.
E como saber se determinada página é segura? O analista de sistemas diz que as homes pages baseadas na linguagem Hyper Text Transfer Protocol (‘‘http’’, ou protocolo de transferência de hipertexto) não oferece criptografia (codificação) de dados e, portanto, não são seguras. Já as páginas em ‘‘https’’ (s de segurança) codificam os dados. Caso o invasor consiga invadir o sistema protegido, ele terá que ‘‘traduzir’’ os dados, antes de conhecê-los.
Outra medida de proteção, cita Alves, é a utilização de ferramentas adicionais de segurança como os chamados ‘‘firewall’’ (parede de fogo) ou os ‘‘Proxy’’. O ‘‘firewall’’ é um hardware que oferece proteção física à máquina e filtra as tentativas de ataque. O ‘‘proxy’’ também oferece um tipo semelhante de proteção, só que é um software e é usado por servidores de acesso. Para usuários domésticos, ele cita os dispositivos de segurança oferecidos pelos fabricantes de antivírus Norton e McAffee.
Anotar senhas ou enviá-las por e-mail não é recomendável em hipótese alguma. O e-mail, por exemplo, pode ser ‘‘interceptado’’ no meio do caminho, frisa o técnico de Internet do servidor Inbrapenet, Marcelo Rodrigues Botão.
De acordo com Marcelo, as tentativas de ataque são constantes e, por isso, a parte preventiva é essencial. ‘‘É como um vírus, cada dia surge um e uma vacina para combatê-lo’’, compara. Uma tática é simular o papel do invasor para descobrir possíveis portas vulneráveis e corrigir eventuais falhas.
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