Defeitos vão depender da descarga elétrica
Quando a ameaça para o micro vem dos céus, em forma de raios, é muito difícil garantir proteção total. O estrago pode ser ainda maior se o caminho escolhido pela descarga elétrica for o da linha telefônica, pois a maioria dos micreiros não tem proteção para as conexões do modem. Neste caso, mesmo se o micro estiver desligado, a perda da máquina será inevitável.
A safra mais moderna de filtros de linha já oferece proteção para a linha telefônica. São os chamados filtros conjuntos. Milton Zuntini, diretor Comercial da SMS, diz que no caso de raios é muito difícil garantir um escudo protetor:
A energia de um raio pode destruir uma casa. Se ela atingir o micro, ainda que com uma intensidade moderada, será muito difícil evitar o estrago, comenta.
O engenheiro e consultor de informática Laércio Vasconcelos diz que existe uma forma empírica de proteger o computador das descargas vindas da linha telefônica. A solução consiste em dar meia dúzia de nós no fio que liga o modem à linha telefônica. Se o leitor micreiro está pensando que o passo seguinte é dar sete voltas ao redor da mesa do micro e cantar um mantra, vale lembrar que o método tem embasamento científico.
Neste caso, existe uma chance da alta tensão passar através desses nós e não atingir a placa do modem, diz Láercio. Há uma razão elétrica para isso. O nó funciona como um capacitor, um curto circuito para a alta tensão proveniente do raio, completa Laércio, que ainda não testou o método.
De acordo com o engenheiro, os nós no fio do modem já surtiram efeito em equipamentos nos EUA. E ele comenta que se trata do tipo de ação que não vai fazer mal ao micro. Afinal, lacinhos inocentes podem salvar sua placa.
Contra a ira dos raios, nem um potente nobreak poderá salvar seu equipamento. Laércio diz que um bom nobreak tem baterias para garantir o funcionamento do micro quando o fornecimento de energia for cortado e atua também como estabilizador de tensão. Mas o engenheiro não recomenda a compra de nobreaks, equipamentos que custam em média R$ 300, para o uso doméstico. Para Laércio, eles só são essenciais em aplicações críticas, que precisam estar no ar 24 horas por dia, sete dias por semana:
O micreiro que morar numa região onde o abastecimento de energia elétrica for normal deve fazer backup regularmente e ter apenas um bom estabilizador. (Agência O Globo)





