De volta para o futuro
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missão está
prevista para
30 de junhoComo uma verdadeira Torre de Babel dos tempos modernos, a futura estação espacial internacional (EEI) será o fruto da colaboração de 14 países, que falam várias línguas diferentes, começando pelos Estados Unidos e Rússia, e passando por Espanha, França e Brasil.
As duas grandes nações do setor espacial, Estados Unidos e Rússia, vão dividir a parte do leão na construção e gestão desse enorme laboratório do espaço. Mas, a EEI não poderia ter sido concebida sem a participação dos outros 12 países: França, Espanha, Dinamarca, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça, todas integrantes da Agência Espacial Européia (AEE), além do Canadá e do Japão.
O Brasil contribuirá, às custas dos Estados Unidos, com a construção de uma plataforma pressurizada para transportar experimentos ao compartimento de carga do ônibus espacial.
O esforço de construção do gigantesco laboratório vai correr por conta principalmente dos Estados Unidos, que, com seus ônibus espaciais, garantirá, entre 1998 e 2003, 28 dos 45 vôos necessários para enviar os módulos, elementos de união ou painéis solares.
A Rússia se encarregará de vinte missões, a primeira das quais está prevista para 30 de junho próximo, para colocar em órbita o compartimento de carga designado FGB, que dará a propulsão inicial à ISS.
A AEE participará de 16 vôos de montagem, fornecendo diversos equipamentos. Já entregou à Agência Espacial Russa (AER) o sistema de gestão de dados destinados ao módulo de serviço russo, que deve ser colocado em órbita em dezembro de 1998.
Esse módulo garantirá o início das funções de orientação, navegação e gestão da estação, durante as primeiras etapas de construção.
A partir de 2003, a estação terá seis laboratórios científicos, dois dos quais serão um para a Rússia, um para os Estados Unidos, um para a AEE (Columbus ou COF), um para o Japão (JEM) e outro destinado à centrifugação, dividido pelos Estados Unidos e o Japão.
Os seis ou sete tripulantes, que ficarão a bordo da EEI por períodos que poderão atingir os cinco meses, viverão em um compartimento americano e em um módulo de serviço russo, que, a partir de 1999, receberá os astronautas encarregados da construção e das primeiras missões científicas.
O Canadá fornecerá um braço mecânico de 18 metros, capaz de transportar uma centena de toneladas e que será utilizado para montagem ou substituição de peças defeituosas.
A energia da estação será proporcionada por vinte painéis solares russos e americanaos, dezesseis dos quais serão gigantes de 33 metros de largura.
Em relação às diferentes operações de transferência de homens e de material entre a Terra e a EEI, estas serão realizadas pelos ônibus espaciais americanos, pelos Soyuz e Progress russos e pelo veículo de transferência automático de frete da AEE, que será lançado para missões de reabastecimento por foguetes Ariane-5.
No momento, a logística para o início do funcionamento da EEI está assegurada. Depois será necessária uma cooperação exemplar entre sócios tão diferentes, fusos horários tão diversos e regimes jurídicos tão variados, para que a nova estação espacial internacional seja ativada plenamente.





