O projeto Gênesis surgiu como parte do Programa Brasileiro de Software para Exportação (SoftEx 2000), criado pelo Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico (CNPq), com objetivo de dar suporte conceitual e financeiro para a criação e desenvolvimento de novos empreendimentos em instituições de ensino técnico e superior em Ciências da Computação. No Paraná foram instaladas três bases operacionais: em Londrina (GeNorP), Maringá (Infomar) e Pato Branco (Empreender).
Em Londrina, o projeto Gênesis recebe recursos do CNPq com apoio de um consórcio firmado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), FIEP/IEL, ITEDES, Sebrae, Celepar, Incubadora Industrial de Londrina e duas empresas de capital de risco. O GeNorP está sediado em uma sala da Biblioteca Central da (UEL), mas atende a alunos e recém-formados da UEL, Universidade do Norte do Paraná (Unopar) e Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon).
Segundo Cleusa Rocha Asanome, coordenadora do GeNorP, o projeto trabalha para ‘‘inocular o vírus do empreendedorismo em alunos e recém-formados’’. ‘‘Com isto, queremos estimular a formação de mais empreendedores e produzir empresas de software, informação e serviços capacitadas a atuarem no mercado mundial’’, explica.
Para participar do programa, o interessado precisa apresentar uma idéia ou um protótipo de um produto inovador e que tenha possibilidades mercadológicas. ‘‘Isto significa dar soluções para facilitar a vida das pessoas’’, afirma Cleusa. Depois de responder um questionário com 165 questões, o projeto é submetido a uma banca. ‘‘É esta banca que vai avaliar as perspectivas mercadológicas’’, diz.
Os projetos aprovados recebem um ponto de trabalho composto por um computador e duas bolsas de estudo. No estágio inicial, os empreendedores devem transformar a idéia num protótipo. No estágio mais avançado, precisam transformar este protótipo em um produto, inclusive com a comercialização, num período máximo de dois anos. ‘‘A gente está até surpreso com os resultados que já conseguiu. Em um ano, já temos dois produtos prontos e três empresas formadas’’, diz.
Segundo ela, o principal porém é o estímulo para a criação destas novas empresas. ‘‘O projeto, além de condições de trabalho, dá toda uma formação na área empresarial que estes alunos vão precisar depois. Aliás, é interessante acompanhar o desenvolvimento deste pessoal, de alunos para empresários’’, afirma.

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