Agência GloboA EL 6490, da Sharp, sem conexão para o PC: tem 32Kb de memória e luz de fundo no visorNo mercado de agendas eletrônicas, há de tudo um muito: de modelos bem básicos, de 1Kb (capacidade para 70 nomes), a maquininhas mais robustas, com espaço para milhares de números de telefones. Sem falar em recursos como interface para o micro e acesso à Internet.
Os modelos são distintos para atender a todo tipo de consumidor. Para alguns usuários, uma agendinha simples pode ser um presente de aniversário original e até mais barato do que uma boa calculadora. É de olho nesse nicho que algumas empresas fabricam modelitos que custam pouco mais de R$ 20.
Devido ao preço cada vez mais baixo, já há companhias que compram esse tipo de produto para oferecer de brinde de fim de ano. Para outros consumidores, no entanto, uma agenda eletrônica é também um instrumento de trabalho imprescindível. É por isso que, para essas pessoas, vale a pena pagar um pouco mais caro para ter mais espaço, além da segurança da conexão com o PC.
Sérgio Perrenoud, gerente de marketing da TCE, acredita que as empresas vão continuar com esses diferentes tipos de público por um bom tempo. Sempre haverá, segundo ele, espaço para as agendas básicas e para as máquinas com mais recursos.
Mauro Strengerwski, diretor da Opeco, distribuidora das agendas Texas Instruments, concorda: ‘‘Assim como ainda hoje há mercado para calculadoras de quatro operações, o nicho para agendas mais simples também continuará a existir. Isso acontece porque, em geral, o consumidor só vai investir numa agenda mais cara se tiver certeza que ela será útil. Para isso, ele precisará já ter tido alguma experiência com agendas mais simples’’.
A estratégia da TCE, por exemplo, é atingir em primeiro lugar o chamado usuário entry level, aquele que nunca usou agenda e começa com modelos mais baratinhos, de 1Kb, 2Kb (150 nomes) e 12Kb (600 nomes). Entre esses usuários estão, em geral, estudantes. Muitos deles, crianças, que passam a preferir usar agendas ‘‘de adulto’’ em vez de modelos infantis.
Também de acordo com Perrenoud, da TCE, o consumidor tende sempre a trocar os modelos mais simples por máquinas com mais recursos. A aposta da empresa é de que, com a queda de preços, aumente o número de usuários de agendas de 32K. A TCE deverá lançar ainda neste semestre uma de 128K, provavelmente com interface para o PC. ‘‘A relação entre custo e benefício está tornando as agendas poderosas muito mais interessantes’’, aposta Perrenoud.
Para Luiz Felipe de Freitas, gerente de produtos de automação de escritório da Sharp, as agendas básicas são o primeiro passo para quem está engatinhando no processo de armazenamento de informação. ‘‘Já os produtos mais novos que saem lá fora, até com acesso ao e-mail, são para quem já tem a informática na ponta da língua’’, finaliza Luiz Felipe, para quem a tendência do mercado é a de baixar preços conforme novas agendas vão surgindo.

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