Dados digitais para prever o futuro
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Segundo a consultoria IDC, o volume de conteúdos digitais crescerá para 8 ZB em 2015, contra os 2.7 ZB (Zettabytes correspondentes a 10 Bytes elevados à 21ª potência) contabilizados em 2012, impulsionado pelo crescimento exponencial de usuários da Internet, das redes sociais, de sensores interligados e dos dispositivos inteligentes. Destes dados digitais, mais de 90% serão desestruturados, difíceis de analisar e compreender. Estes dados podem ser descritos por quatro "Vs": Volume, Variedade, Velocidade e Valor.
A este grande volume de dados deu-se o nome de Big Data, e a ele, estão relacionadas tecnologias que auxiliam as empresas a extrair desta avalanche de dados informações preciosas que podem contribuir para a tomada de decisões.
De acordo com Fábio Elias, diretor de Arquitetura de Soluções de Tecnologia e Big Data da Oracle do Brasil, a questão do grande volume de dados é há muito discutida, mas ganhou hoje maior ênfase devido ao fenômeno das redes sociais. Para se ter uma ideia da revolução causada por estas ferramentas na geração de conteúdo, de agosto de 2012 a maio de 2013, o Facebook recebeu uma média diária de 4,5 bilhões de "likes", 4,7 bilhões de compartilhamentos e tem 665 milhões de usuários ativos diários desde então no mundo.
No caso da Oracle, a solução de Big Data une soluções de ponta a ponta, desde a captura de dados, passando pelo armazenamento até chegar à análise e organização da informação, explica Elias. Basicamente, é necessária uma plataforma de alto processamento de informações que tire conclusões rapidamente. Estas soluções podem organizar e analisar esta avalanche de dados estruturados e desestruturados, gerando informações úteis que podem até mesmo "prever" o futuro.
No Paraná, a SmartGreen desenvolve sistemas de telemedição e traz à tona o conceito de Big Data instalando em residências e empresas equipamentos junto aos medidores de energia e medidores a equipamentos como ar condicionado e máquinas de uma indústria. Os dados, coletados a cada segundo, ficam armazenados em data centers da empresa, e são disponibilizados para que o cliente os visualize pela internet no formato que achar conveniente. Desta forma, o consumidor pode descobrir períodos em que consome mais energia e desmascarar os "vilões" do consumo, aqueles equipamentos que sobrecarregam a conta no final do mês, e mudar seus hábitos. "A informação é um ativo importante", comenta Airton Hess, sócio da SmartGreen. O sistema pode ser aplicado em universos ainda maiores, como aos setores de trânsito, segurança, energia, água e gás de uma cidade.
Os serviços que usam programas de medição inteligente (smart grid), como o da SmartGreen, têm aumentado exponencialmente o volume de dados coletados, segundo pesquisa da Oracle com empresas norte-americanas. "O Banco de Dados vai se avolumando de tal forma que de tempo em tempo temos que descartar o que não foi usado", relata Hess. As companhias pesquisadas pela Oracle tiveram um aumento de 180 vezes na coleta de dados de medição e acesso a novos tipos de informação. Por sua vez, os medidores inteligentes fornecem um volume de informações importantíssimas, como falta de energia, tensão, adulteração e diagnósticos, no caso dos EUA, onde empresas do ramo prestam serviço ao setor público.

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