No Brasil houve 32 mortes, no ano passado e 19 este ano provocadas por raiva transmitida através de mordida de cães. De acordo com o médico do Instituto Pasteur Mérieux, em São Paulo, Wagner Costa, anualmente há 180 mil atendimentos pós mordida. Este número é considerado altíssimo se comparado ao dos EUA (10 mil tratamentos) e a Tailândia (100 mil), país budista que tem 1 milhão de cães, principais trasmissores da doença.
A vacina terapêutica contra a raiva mais moderna está sendo produzida em cultura celular e segundo o diretor Mundial do Projeto Raiva, Jean Lang, os testes indicam que a vacina produz anticorpos neutralizantes do vírus rapidamente e oferece consistência.
‘‘Nesta fase existe uma batalha entre o vírus que já penetrou pelo ferimento e a vacina que produzirá anticorpos com muita rapidez’’, disse. Inicialmente a vacina era feita a partir de vírus injetado em cérebro de camundongo, depois avançou para utilização com coelhos e hoje é produzida em cultura celular. No Brasil, ainda se utiliza a vacina produzida a partir de cérebro de camundongo (A.M.M).

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