A subida do dólar afetou todo mundo na cadeia consumista do mercado de informática: desde meros usuários - que se apavoraram com aumentos de preço de cerca de 20% em média e desistiram do upgrade - até lojistas e empresas. Numa coisa todo mundo concorda: não dá para saber como ficará o mercado - em que os produtos ou são importados ou têm até 90% de componentes trazidos de fora - neste mês que está apenas começando.
A Elgin, distribuidora das impressoras Canon, chegou a suspender vendas há três semanas. Depois de uma semana de observação, optou por trabalhar com a cotação do dólar a R$ 1,55. Mas isso só valeu até o dia 30. O que vai acontecer a partir de agora ainda não foi devidamente divulgado pela empresa.
Preços de produtos viraram segredo de estado. Na Epson, na Itautec, na HP, assim como em boa parte da indústria, na semana passada esse era assunto da alçada da presidência. E essas empresas nada divulgaram.
A Tropcom - fabricante dos micros Blaster, em parceria com a Creative - suspendeu suas famosas promoções por duas semanas e estava até semana passada vendendo seus produtos com a cotação do dólar do dia. Maurício Bento Lopes, gerente comercial, promete, porém, uma tabela de preços fixos, inferior à variação do dólar, para todo o mês de fevereiro e promoção para o Pentium II 400, conseguida graças a negociações com fornecedores.
A Apple, uma rara exceção no mercado, segurou o preço promocional do seu iMac: R$ 1.990 em vez de R$ 2.195, até acabar o estoque. Na Acer, de acordo com o gerente financeiro Rubens Arakawa, os preços foram dolarizados mas a uma taxa inferior à do mercado. O consumidor, porém, não deve ter sentido o efeito porque, segundo a empresa, o estoque ainda não foi renovado. ‘‘Essa é hora de comprar micro Acer com preço baixo’’, diz. Pelo sim, pelo não, vale o conselho de Jorge Alves, coordenador do Procon-RJ: pesquisar, como nunca.

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