Criptografia é camada adicional de proteção
Na opinião do coordenador do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wesley Attrot, a forma mais segura de guardar dados pessoais é em um HD externo protegido por softwares de criptografia. Ou no próprio computador ou celular, desde que também estejam criptografados. "O ideal é uma mídia externa, um HD com criptografia. Porque mesmo se o usuário perder ou for roubado, outras pessoas não conseguirão acesso aos dados."
De acordo com o Attrot, os telefones celulares mais novos já vêm com o recurso de criptografia, basta ativá-lo. O único porém é que o desempenho do aparelho pode cair um pouco. No caso do HD externo, o usuário precisa de um programa para criptografar o dispositivo. Mas dependendo do nível de conhecimento do usuário, ele pode precisar de ajuda técnica para utilizar estes programas, ressalva Attrot, citando como exemplo o software GNU-PG.
Para Rodrigo Suzuki, da PromonLogicalis, caso queira guardar fotos íntimas ou outras informações sigilosas, o usuário pode criptografá-los antes de enviar para a nuvem. "Mesmo que alguém consiga acessá-las, terá que quebrar sua criptografia." Alguns softwares que permitem isso são o Safemonk, Cloudfogger e Boxcryptor, ele exemplifica. Outra maneira de se proteger é usar a autenticação de duplo fator oferecida por alguns serviços. O e-mail do Google, por exemplo, além do login e senha, exige um código que chega ao usuário pelo telefone celular sempre que o acesso é feito de uma máquina diferente. (M.F.C.)





