Se o fanatismo pela empresa estivesse entre em um dos pré-requisitos básicos da Apple para a admissão de funcionários, Paulo Sérgio Cordeiro seria considerado hoje um dos melhores candidatos. Gerente de produtos da Magna, uma das distribuidoras da Apple no Brasil, Cordeiro é ‘‘xiita’’ assumido pela marca, cujo símbolo é a maçã. Sua devoção e fidelidade à Apple são tão intensas que ele é capaz de ficar horas ininterruptas falando sobre Steve Jobs, o fundador da empresa, sobre a companhia e seus produtos ou até brigar quando alguém ousa contar vantagens do Windows frente ao sistema operacional Mac OS.
‘‘Não entendo como algumas pessoas usam PCs que não sejam os da Apple’’, reclama. ‘‘Tudo é mais fácil no Mac, ao contrário do PC, que pede milhares de comandos para rodar um CD.’’
Ele afirma que nunca usou e nem pretende usar um PC. ‘‘Sou para um PC assim como um vampiro é para alho’’, brinca. ‘‘Aliás, quem criou o primeiro PC, mouse e disquete de 3,5’’ foi a Apple.’’
O gosto pelo Mac rendeu a ele até um pin (alfinete) do Projeto de Evangelização, processo de convencimento promovido pela Apple para os desenvolvedores produzirem softwares para Mac. Como Cordeiro fala com tanto amor da companhia, ele foi homenageado.
Quem pensa que tanto apego pela empresa se deve a alguma lavagem cerebral, engana-se. Este macmaníaco conta que foi o Mac quem o levou a gostar de micros. ‘‘Por isso, digo que a Apple mudou minha vida e minha maneira de pensar’’, profetiza.
Questionado sobre a possibilidade de trabalhar na Microsoft, Cordeiro é imediato: ‘‘Só se a minha mulher e meus filhos estiverem passando fome’’, garante. ‘‘Prefiro trabalhar na Apple ganhando menos, a não ser que o Bill Gates me pagasse muitíssimo e me permitisse ter um Mac.’’

mockup