Com o objetivo de oferecer até 2014 uma rede de energia elétrica mais inteligente, a Copel começou a implantar em 2009 ações voltadas ao smart grid. De acordo com o engenheiro e gerente do departamento de Manutenção, Eletromecânica e Automação, Júlio Shigueaki Omori, as ações da Copel estão concentradas em cinco linhas: a automação do sistema elétrico e das redes de distribuição; implantação de sistemas de reestabelecimento automático; medição eletrônica; geração distribuída e telecomunicações.
Nas subestações de energia e nas redes de distribuição, o intuito é aumentar o nível de automatização a fim de, em casos de falhas, isolar e reestabelecer a energia com mais rapidez e eficência. Em Londrina, a rede de energia já conta com 60 pontos monitorados. O objetivo é que em 2014 os grandes centros estejam alimentados: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. Segundo Omori, a automatização proporcionaria maior qualidade de fornecimento de energia e garantia de distribuição.
Na etapa de substituição de medidores comuns pelos eletrônicos, primeiramente serão contemplados os grandes consumidores, que estão no chamado ''grupo A'' e somam cerca de 15 mil, até 2014. Para a substituição dirigida aos consumidores menores - que incluem as residências e somam mais de 3 milhões -, reunidos no ''grupo B'', Omori ressalta que é preciso aguardar regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para definir que tipo de medidor será o padrão nacional.
Conforme a assessoria de imprensa da Aneel, a agência encerrou em meados de maio uma audiência para determinar as funções mínimas do medidor eletrônico, mas deve aprovar uma regulamentação apenas no início do ano que vem.(M.F.C.)

Imagem ilustrativa da imagem Copel possui projeto de smart grid